Os horários dos concertos do Rádio SBSR.FM Em Sintonia já estão disponíveis, para que se possa planear antecipadamente o melhor roteiro pelas três salas onde vão decorrer os concertos nos dias 17 e 18 de dezembro.
Há a assinalar novidades de última hora na programação anunciada: duas novas confirmações de Domingues e Sreya que vão atuar no Palco Ermelinda de Freitas (Sala Fernando Pessa), nos dias 17 e 18, respetivamente.

Diogo Domingues estreou-se na música com apenas 11 anos. Estudou violino na conservatória de música durante cinco anos até que abandona esses estudos para trocar o violino pela guitarra – em modo autodidata. Começa a fazer os seus covers sem nunca os tirar do quarto, até que compõe a sua primeira canção original: “Insubstituível”.
Partilhou-a no Twitter e surpreendentemente teve um feedback tão positivo que o incentivou a expor as suas histórias, com a perfeita noção que havia espaço para elas fora da sua cabeça. Os seus pensamentos, por vezes confusos, ganham um outro valor nas rimas e melodias que tem o dom de criar. E desse processo nascem músicas como “Café em Paris” ou “Deixa Arder”. Graças a temas como estes vê o feedback do público aumentar significativamente, uma tendência que culmina em “Fica”, um gigantesco sucesso que vem provar o porquê de Domingues ser já por muitos considerado o futuro da música portuguesa.
A Sreya faz canções de forma leve, mas comprometida, numa mistura franca da realidade com uma muito própria fantasia. Depois de “Emocional” (2017), que nos trouxe canções em formato worldbeat, produzidas por Conan Osiris, com melodias e linguagem tanto estranhas como familiares à música portuguesa, chega agora “Cãezinha-Gatinha“, um oceano pop desaguado por vários afluentes – desta feita a produção ficou a cargo de Primeira Dama e Bejaflor). O título “Cãezinha Gatinha” nasce de uma aglutinação de termos que Sreya usa para descrever a sua dualidade, um princípio bastante presente na linguagem, sons, ambientes, cores e humores das suas criações artísticas: numa narrativa dividida em duas partes, “Cãezinha Gatinha” terá, respetivamente, canções escritas numa temporada passada na República Checa e outra metade composta já em Lisboa. “Do Frio” é feito de uma aura densa e melancólica, na composição, na lírica e até nos instrumentos escolhidos.
Em “No Calor” encontram-se músicas com energia mais alta, tempos mais acelerados e auras mais leves. Num disco marcado pela diversidade e pela consistência, pela tradicionalidade e pela modernidade, características tanto da Sreya como da pop, há um constante tom melancólico-alegre com um twist que passa da incerteza a um final mais ou menos feliz


