Já tinha sido anunciado que tanto “Far From God” como “Irreligious” seriam tocados na íntegra nesta noite de Halloween, mas ao contrário do que fizeram há dez anos atrás, intercalaram os temas de um e outro. Fernando Ribeiro tinha pisado aquele palco em janeiro, enquanto convidado especial dos The 69 Eyes (passagem que referiu) mas a banda não tocava naquele mítico espaço desde o lançamento de “1755“, em 2017, pelo que o regresso estava a ser grandemente saboreado pelos fãs e pelos músicos.
Entre as várias observações que Fernando fez durante o concerto, destaca-se a dedicatória de “The Great Wolf In The Sky” ao amigo de longa data Pedro Pires, falecido no início do ano, e apesar do vocalista achar que não fazer declarações políticas em público não torna os artistas menos conscientes da realidade, a situação das acampadas pela habitação mereceu que “Ruin And Misery” fosse dedicada ao governo – uma dedicatória que “fica aqui entre nós“.
Depois de Mariangela Demurtas dar uma ajuda nos refrães de “Raven Claws“, a reacção do público dividiu-se em gargalhadas e vaias, quando Fernando comentou, provocador,”enquanto pintamos o palco da cor que o Porto mais gosta…” , tratando-se das luzes vermelhas que deram a “Mephisto” o adequado ambiente infernal do seu contexto.
No encore, fugiram dos “álbuns da noite“, indo a “Wolfheart” buscar “Vampiria” (“porque não há Halloween sem Vampiria”) e “Alma Mater“, porque é o hino dos Moonspell. Mas também “FullMoon Madness” assume essa designação, e como já é tradição, encerrou duas horas de um espectáculo simplesmente memorável, para todos os que, há meses, tinham esgotado os bilhetes para o mesmo.
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🖋 📸 Renata Lino

