O “combate” ao fonocentrismo chega ao Teatro São Luiz com Língua

Estrutura: O “combate” ao fonocentrismo chega ao Teatro São Luiz com Língua. Companhia de teatro imaginou um espetáculo como uma nação bilingue, que junta em palco Língua Gestual Portuguesa e língua portuguesa oral e escrita, um espaço onde os desentendimentos são melhores e sem problemas.

A Língua Gestual Portuguesa (LGP) só foi reconhecida pela Constituição da República em 1997. Recentemente, assolados por uma pandemia, os intérpretes de LGP conquistaram finalmente um lugar de destaque nas intervenções públicas.

A 21 de maio, a  companhia de teatro Estrutura propõe uma reflexão sobre a ideia de comunicação nas suas mais diversas dimensões — oral, escrita e gestual — com a apresentação de Língua, espetáculo que mergulha no universo da identidade da Cultura Surda e que estará em cena até 30 de maio, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa. A peça, uma criação original de Cátia Pinheiro, José Nunes e Diogo Bento, reúne em palco uma atriz Surda, uma tradutora e intérprete de LGP e três atores que experimentam um novo idioma para desempenharem os seus papéis.

A LGP será o veículo primordial de comunicação deste projeto que, além de evocar alguns episódios da história dos Surdos, promete uma abordagem criativa, despida de preconceito e, acima de tudo, sem qualquer tipo de condescendência. Língua conta com interpretação de Cláudia Braga, Diogo Bento, Joana Cottim, Mariana Magalhães e Tiago Jácome. Língua — uma coprodução da Estrutura, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal — é apresentada de 21 a 30 de maio, de quarta a sábado, às 19h30, e domingo, às 16h00.


 

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