Grant-Lee Phillips esgotou o concerto marcado para 8 de outubro no Auditório Carlos Paredes, em Lisboa. Antes da passagem pela capital, o músico norte-americano inicia já no próximo dia 7 de outubro, na Sala 2 da Casa da Música, no Porto, a digressão portuguesa de apresentação de “In the Hour of Dust”.
Promovida pela Luckyman Music, a passagem por Portugal contempla quatro concertos e assinala finalmente o regresso de Grant-Lee Phillips ao país depois dos sucessivos adiamentos provocados pela pandemia.
Depois do Porto e da data já esgotada em Lisboa, o músico segue para o Cinema Charlot – Auditório Municipal, em Setúbal, no dia 9 de outubro, encerrando a digressão no dia seguinte, no Teatro Municipal de Ourém.
No centro destes concertos encontra-se “In the Hour of Dust”, o 12.º álbum a solo de Grant-Lee Phillips, editado em setembro de 2025 e produzido pelo próprio. O trabalho parte de uma reflexão sobre o presente e aproxima a experiência pessoal e autobiográfica de uma observação mais ampla de um contexto marcado pela incerteza, fragilidade e procura de sentido.
“O clima deste álbum é contemplativo”, explica Grant-Lee Phillips. “É uma tentativa de encontrar significado numa era de confusão, tateando o caminho através da poeira ofuscante da irrealidade.”
A digressão portuguesa permitirá apresentar ao vivo este novo capítulo, cruzando as composições de “In the Hour of Dust” com diferentes momentos de um percurso que se estende por mais de três décadas. Num formato intimista, a palavra, a interpretação e a dimensão narrativa das canções permanecem no centro de concertos construídos a partir da proximidade entre o músico e o público.
Grant-Lee Phillips iniciou o seu percurso no começo da década de 1990 enquanto vocalista e principal compositor dos Grant Lee Buffalo, banda que se tornou uma das referências da música alternativa norte-americana daquela década. Seguiu-se uma carreira a solo que conta atualmente com 12 álbuns e uma presença continuada nos circuitos internacionais.
Ao longo desse percurso, o músico desenvolveu uma linguagem situada entre a folk, a americana e a canção de autor, mantendo a escrita como elemento estruturante de uma obra atravessada pela experiência individual e pela observação do mundo que a rodeia. “In the Hour of Dust” prolonga essa relação a partir das inquietações do presente, colocando realidade, memória e incerteza em permanente diálogo.
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