The Lathums levaram o indie rock de Wigan ao terceiro dia de Vilar de Mouros

O terceiro dia do CA Vilar de Mouros 2026 ganhou uma nova intensidade com The Lathums, banda britânica que trouxe de Wigan uma sonoridade assente em guitarras, melodias marcantes e letras que procuram dizer mais do que aquilo que parece à primeira escuta.

Formados em 2018, The Lathums nasceram quase por acaso, quando os quatro músicos estudavam no The Music Project, em Wigan. Colocados no mesmo grupo de trabalho por um tutor, encontraram rapidamente uma química que acabaria por os levar muito além da sala de aula.

Poucos meses depois surgiu “Crying Out”, o primeiro single, e a resposta do circuito independente britânico não demorou. O interesse da indústria cresceu rapidamente e a banda acabou por assinar com a Island Records antes de completar um ano de existência.

Em Vilar de Mouros, essa história já se sente diferente.

Já não existe a sensação de estar perante uma banda a tentar encontrar o seu lugar. Alex Moore, na voz e guitarra, Scott Concepcion, na guitarra solo, Matty Murphy, no baixo, e Ryan Durrans, na bateria, apresentaram-se como uma formação segura e consciente da identidade que construíram.

As guitarras deram corpo às canções, mas foram as melodias e a escrita de Alex Moore que mantiveram o centro da atuação. Há nos The Lathums uma capacidade particular para transformar sentimentos e experiências em temas acessíveis, sem lhes retirar profundidade.

As referências também ajudam a perceber esse universo. A banda aproxima-se da tradição do indie britânico de guitarras, com ecos de nomes como The Smiths, mas também carrega a energia mais direta do rock contemporâneo associado aos Arctic Monkeys.

O resultado, porém, pertence aos Lathums.

Em palco, essa mistura ganhou vida através de uma atuação que alternou entre momentos mais emotivos e passagens onde as guitarras assumiram uma força maior.

__________________________________________________________________________________________________________________________

🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

Partilha