Queens of the Stone Age: o magnetismo sombrio e sedutor regressa com “Perfecth”

Os Queens of the Stone Age possuem um magnetismo raro — duradouro, visceral, impossível de imitar. O seu apelo reside tanto no som como no espírito provocador que sempre os guiou. A banda nunca teve medo de explorar o sombrio, o sexual, o surreal ou o absurdo, criando uma arte que é simultaneamente melancólica e sedutora. Esse ADN está totalmente incorporado no seu nono álbum, “Perfecth”, produzido por Josh Homme e Michael Shuman, lançado esta sexta feira 30 de outubro pela Matador Records.

O título, “Perfecth”, nasce da crença de Homme de que a perfeição é uma ilusão — ou, como ele próprio afirma, “desonesta”. Ao distorcer “perfect” para “perfecth”, procura uma representação mais verdadeira: nada é perfeito, mas tudo parece ser “perfecth”. Uma piada interna que funciona em grupo, mas que perde o encanto quando isolada — exatamente como a banda gosta de trabalhar: entre ironia, desconstrução e autenticidade.

Gravado entre Nova Orleães e Los Angeles, o álbum abraça uma música destemida, sem fronteiras, sombria, ameaçadora, delicada e estranha.

Os Queens reúnem aqui todas as peças díspares da sua carreira, num mosaico emocional que atravessa amor, desejo, loucura e sabedoria. Homme descreve cada faixa como vinda de “um mundo diferente”, e é precisamente essa multiplicidade que torna “Perfecth” tão inquietante quanto sedutor.

Um disco que não procura agradar — procura perturbar, fascinar e permanecer.

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🖋 Redação / press release

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