O terceiro dia do CA Vilar de Mouros 2026 continuou a ganhar velocidade com The Lilacs, quarteto vindo de Wigan, na Grande Manchester, que trouxe consigo uma fórmula feita de guitarras, melodias marcantes e uma energia pensada para o palco.
A banda britânica entrou em cena com a vontade de quem sabe que está a atravessar uma fase importante do seu percurso. Entre riffs de guitarra e refrões que rapidamente se fixam, Ollie Anglesea, Sam Birchall, Matt Johnson e Dave Gomersall construíram uma atuação direta e dinâmica.
O som dos The Lilacs vive sobretudo da capacidade de transformar emoções simples em canções que ficam. Há uma sensibilidade pop por baixo das guitarras indie, mas nunca suficientemente escondida para retirar força aos temas.
Em Vilar de Mouros, essa combinação funcionou naturalmente. A banda apresentou-se com uma energia contagiante, deixando que os instrumentos conduzissem a atuação enquanto a voz de Ollie Anglesea mantinha o centro das canções.
O quarteto chega a este momento com razões para olhar para o futuro com confiança. Depois de o EP “The 395 (To Forever)” ter alcançado o Top 20 das tabelas britânicas em 2025, os The Lilacs preparam agora um passo maior: o lançamento do primeiro álbum de estúdio, “Keeping Up With The Joneses”, marcado para 2 de outubro de 2026.
Havia uma banda a tocar como quem já está preparada para salas maiores, mas sem perder a proximidade que faz parte da identidade da cena indie britânica.
O público de Vilar de Mouros recebeu essa energia e deixou que as guitarras fossem abrindo caminho para mais uma tarde de festival.
Os The Lilacs ainda estão a escrever a sua história.
Mas, em Vilar de Mouros, já deixaram algumas páginas escritas.
E o próximo capítulo chega em outubro.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


