O quinto e último dia do CA Vilar de Mouros 2026 ganhou uma nova dose de energia com Rudeboy, num concerto que levou para o palco o espírito festivo e rebelde associado ao ska e às suas diferentes ramificações.
Desde os primeiros momentos, o ritmo começou a ocupar o recinto. As guitarras encontraram linhas de baixo dançáveis, a bateria manteve o pulso acelerado e os sopros acrescentaram aquela dimensão característica que transforma uma canção num convite imediato ao movimento.
Rudeboy apresentou-se em Vilar de Mouros com uma atitude descontraída, mas sem abdicar da força que está na essência desta música. Entre ritmos sincopados e momentos de maior intensidade, o concerto foi criando uma atmosfera cada vez mais coletiva.
O público respondeu.
Havia movimento por todo o recinto, com diferentes gerações a encontrarem na música uma linguagem comum. Porque o ska tem precisamente essa capacidade: pode nascer da urgência e da contestação, mas também sabe transformar um concerto numa celebração.
Ao longo da atuação, Rudeboy foi explorando esse equilíbrio entre energia e diversão. O resultado foi um espetáculo que não procurou complicar aquilo que funciona melhor quando é direto: tocar alto, manter o ritmo e deixar que o público faça o resto.
O quinto dia de Vilar de Mouros continuava a provar que ainda havia espaço para muitas linguagens diferentes no mesmo palco.
E Rudeboy tratou de transformar mais uma passagem do festival numa verdadeira festa.
O último dia avançava.
E ninguém parecia disposto a ficar parado.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


