O quinto e último dia do CA Vilar de Mouros 2026 ganhou uma das suas maiores doses de história do punk com Marky Ramone. O lendário baterista dos Ramones trouxe ao palco não apenas a sua carreira a solo, mas também uma parte fundamental da história de uma banda que ajudou a mudar para sempre a música popular.
Desde os primeiros momentos, a bateria assumiu o protagonismo. O ritmo rápido, direto e sem espaço para excessos transportou o público para a essência do punk nova-iorquino, onde três acordes podiam ser suficientes para começar uma revolução.
Durante os anos em que integrou os Ramones, tornou-se uma das figuras centrais de um som que recusava a complexidade desnecessária e preferia a urgência. Canções curtas, guitarras rápidas e baterias imparáveis transformaram-se numa fórmula que acabaria por influenciar gerações inteiras.
A atuação foi construída com velocidade e atitude, com Marky a liderar uma formação que manteve vivo o espírito das canções que marcaram a história do punk. O público respondeu com entusiasmo, entre braços levantados, saltos e vozes que reconheciam imediatamente muitos dos temas.
O punk dos Ramones nasceu numa Nova Iorque onde a música precisava de ser rápida, simples e frontal. Décadas depois, chegou a Vilar de Mouros sem perder a capacidade de provocar movimento.
Marky Ramone mostrou que certas músicas não envelhecem.
Mudam os públicos.
Mudam os palcos.
Mudam as décadas.
Mas a urgência permanece.
No quinto dia do CA Vilar de Mouros 2026, a bateria de Marky Ramone voltou a lembrar porque é que os Ramones continuam a ser uma referência incontornável do punk.
E Vilar de Mouros teve oportunidade de ouvir essa história em primeira pessoa.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


