O quinto e último dia do CA Vilar de Mouros 2026 ganhou outra intensidade com TRAVO, banda portuguesa que trouxe ao palco uma descarga de rock psicadélico, garage rock e pura energia.
Vindos de Braga e formados em 2015, os TRAVO construíram ao longo dos anos uma identidade difícil de encaixar numa única categoria. O quarteto formado por David Ferreira, Gonçalo Carneiro, Gonçalo Ferreira e Nuno Gonçalves move-se entre o rock progressivo, o heavy psych e algumas incursões pelo thrash metal, criando uma sonoridade densa e muitas vezes sombria.
As guitarras surgiram carregadas de distorção, a bateria empurrou os temas para a frente e o baixo ajudou a construir uma parede sonora que parecia crescer a cada momento. Não havia intenção de suavizar a experiência.
Os TRAVO têm essa capacidade de transformar psicadelismo em movimento. Em vez de criarem apenas ambientes contemplativos, utilizam as suas influências para construir música de alta voltagem, onde as diferentes camadas se cruzam e entram em confronto.
O resultado é um rock que parece estar sempre prestes a perder o controlo.
O quarteto não precisou de grandes discursos. Foram os instrumentos que falaram. Cada riff acrescentava peso, cada mudança de ritmo criava uma nova tensão e cada explosão sonora parecia puxar o público para mais perto daquele universo.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


