O poder de Patti Smith em palco

O que Patti Smith tem em comum com The Jimi Hendrix Experience, Neil Young ou Lou Reed? À primeira impressão nada, mas todos estes nomes são peças chave da musica e cultura popular norte americana desde os anos 60 e 70. Mas esta comunhão de valores e expressão foi muito mais além na noite de domingo em Oeiras, naquele que foi o seu terceiro concerto este ano em Portugal.

Do alto dos seus 77 anos, Patti Smith trazia (mais) um conjunto de mensagens politicas e sociais para expor de uma forma única como só ela o consegue fazer, e sempre através da música. The Jimi Hendrix Experience, Bob Dylan, Nirvana ou até Lana Del Rey, foram alguns dos ‘convidados’ das canções que Patti usou para transmitir a sua revolta ou em alguns extremos a sua ira em relação a problemas que ao fim de 40 anos continuam a manchar uma sociedade que já deveria ser muito mais livre do que apregoa.

Este regresso aos palcos nacionais no festival Jardins do Marques, foi o culminar dos outros dois concertos que protagonizou no nosso país neste ano de 2024

Apesar de uma carreira longa, os discos de Patti Smith não abundam, os temas intemporais não são muitos, mas aqueles que perduram no tempo são únicos como “Because the Night” ou “Ghost Dance”.

Costuma-se dizer que a idade é um posto. Aos 77 anos Patti Smith ocupa o posto mais alto de uma hierarquia musical em constante mutação, adaptando a sua mensagem ao tempo e à época em que continua a brindar o público com concertos únicos e mobilizadores de massas.

A fechar o concerto a celebre mensagem, Dar o poder ao povo, defendido com o eterno “People Have the Power”. Patti sabe que as suas mensagens encontram destinatários e há no público quem esteja ali para as receber a apoiar… sempre

🖋 redação / press release

📸 Arlindo Homem

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