Boy Harsher em Portugal… dois concertos em Lisboa e um no Porto…

Dois concertos em Lisboa (23 e 24 de abril no Musicbox) e um no Porto (25 de abril no Hard Club) dizem bem da popularidade dos norte-americanos Boy Harsher em Portugal.

 

Nascidos em 2013, em Savannah, na Geórgia, EUA, ainda com o nome de Teen Dreamz, o duo composto por Jae Matthews e Augustus Muller começou a dar nas vistas com o EP “Lesser Man”, onde estão dois dos seus mais conhecidos temas, “Pain” e “Lust”. O álbum de estreia apareceria em 2016, “Yr Body Is Nothing”, seguido de “Careful” e “Country Girl Uncut”, ambos em 2019. Já em 2022 compuseram a banda sonora da curta-metragem “The Runner”, co-produzida e co-realizada pela banda e onde se encontra “Give Me a Reason” e “Autonomy”. Um disco que, além de momentos de cariz cinematográficos, apresenta canções claramente inspiradas em sonoridades dos anos 80, algures entre o synthpop e o pop britânico da altura.

Aliás, há muito que os Boy Harsher se habituaram a ler a palavra “cinematográfica” associada à sua música, até por via do background de ambos, que não descartam. Em entrevista à Metal, confessam que os seus filmes favoritos são “Noites Escaldantes”, de Lawrence Kasdan, e “Estrada Perdida”, de David Lynch. Aliás, o vídeo de “Face the Fire”, música incluída em “Careful”, foi assumidamente inspirado em “Twin Peaks: Fire Walk With Me”, de Lynch. Em 2019, a Dazed rotulava-os como “criadores do som cinematográfico de corações partidos”, não esquecendo que se trata de “música para a pista de dança”. E a verdade é que a banda sempre cultivou uma musicalidade dançável, mas com um ‘twist’ melancólico, o que a fez aproximar-se da costa onde está hasteada a bandeira darkwave. Novamente segundo a Metal, Jae possui “uma voz etérea, perdida numa estética gótica, onde sonoridades minimalistas oscilam entre synth-punk, dark wave e industrial techno, envolta em gritos profundos e sombrios”.

A primeira parte será assegurada pelos portuenses Canadian Rifles, o projecto experimental de Rui P. Andrade, uma “música que sangra, independentemente da forma”.

 

photo: Paulo Homem de Melo / arquivo Glam Magazine

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