Ben&G levaram pop, hip-hop e teatralidade ao segundo dia do Indie Music Fest 2026

O segundo dia do Indie Music Fest 2026 ganhou uma nova dose de irreverência com a chegada dos Ben&G. Vindos do grande Porto, Rúben Pérola e Manuel Gonçalves apresentaram um universo onde o pop e o hip-hop se encontram com a teatralidade, a energia e uma estética assumidamente kitsch contemporânea.

Há nos Ben&G uma vontade evidente de transformar cada canção numa experiência. A música não aparece isolada da performance: existe um lado cénico que acompanha a proposta e que ajuda a criar uma identidade particularmente própria dentro da nova música portuguesa.

Essa dimensão performativa tem uma ligação natural ao percurso de Rúben Pérola, que estudou Teatro na Academia Contemporânea do Espetáculo. A sua entrada no universo musical aconteceu em 2022, com o lançamento do single “Estrela do Mar”, ao qual se seguiram colaborações com diferentes artistas.

Ao lado de Manuel Gonçalves, Rúben encontrou nos Ben&G um espaço para juntar essas diferentes experiências. O resultado é um projeto que não parece interessado em escolher entre música e espetáculo, preferindo explorar precisamente aquilo que acontece quando os dois mundos se encontram.

O pop dá forma às melodias, o hip-hop acrescenta ritmo e atitude e a componente teatral introduz uma camada de imprevisibilidade. A estética kitsch, por sua vez, não surge como mero adorno: faz parte da linguagem dos Ben&G e da forma como o duo encara a criação.

No Indie Music Fest, essa abordagem encontrou um festival particularmente aberto a novas propostas e a diferentes formas de entender a música independente. No final da tarde, Ben&G acrescentaram ao segundo dia uma personalidade própria, mostrando que também há espaço para o humor, o exagero e a teatralidade quando se procura construir uma nova linguagem pop.

Rúben Pérola e Manuel Gonçalves ainda estão a escrever os primeiros capítulos desta história.

Mas os Ben&G já sabem uma coisa: para criar um universo próprio, às vezes é preciso não ter medo de ser diferente.

E, sobretudo, não ter medo de transformar a música num espetáculo.

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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