O regresso dos Yard Act ao Primavera Sound Porto no terceiro dia do festival começou na nota mais alta possível. Sem tempo para respirar, sem introduções demoradas ou momentos de aquecimento. Mal a banda entrou em palco, a energia disparou e, dali para a frente, o ritmo só fez aumentar.
O Primavera Sound Porto 2026 assistiu a uma das atuações mais vibrantes da edição, com os britânicos a transformarem o Parque da Cidade numa autêntica celebração de movimento, irreverência e comunhão coletiva.
Desde o primeiro minuto, o vocalista James Smith mostrou ao público toda a sua garra. Com uma presença magnética e uma confiança contagiante, liderou a banda como um verdadeiro mestre de cerimónias, entregando-se de corpo e alma a cada canção. A intensidade era tal que parecia que cada música era a última da noite.
As linhas de baixo pulsantes, as guitarras afiadas e os ritmos dançáveis criaram uma atmosfera impossível de resistir.
Os Yard Act mostraram porque são uma das bandas mais entusiasmantes da atualidade. Com inteligência, humor e uma presença em palco arrebatadora, conseguiram equilibrar irreverência e intensidade numa atuação que nunca perdeu o fôlego.
Quando o último acorde ecoou pelo Parque da Cidade, ficou a certeza de que os Yard Act não tinham apenas dado um concerto.
Tinham partido o palco do Primavera Sound Porto 2026.
E o público esteve com eles em cada segundo dessa explosão.
__________________________________________________________________________________________________________________________
🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


