Xau Xau Dodo levou ao Bons Sons 2026 uma explosão de ritmo e identidade

A noite já tinha tomado conta de Cem Soldos quando Xau Xau Dodo chegou ao Bons Sons 2026 para mudar novamente a temperatura do segundo dia. Depois de uma tarde marcada por diferentes formas de expressão da música portuguesa, o palco ganhou uma energia mais física, dançável e impossível de ignorar.

Desde os primeiros momentos, o colectivo mostrou uma presença em palco que não precisava de grandes explicações. O corpo, o ritmo e a música começaram a falar por si, criando uma atuação onde a ligação com o público aconteceu de forma quase imediata.

As sonoridades jazzisticas assumiram um papel central, cruzando-se com elementos contemporâneos e criando um universo musical cheio de movimento. Havia espaço para a experimentação, numa combinação que deu ao concerto uma identidade própria e afastou qualquer sensação de previsibilidade.

Um espaço onde diferentes referências culturais podiam coexistir e onde a música funcionava como uma linguagem comum. A atuação ganhou força precisamente por nunca parecer distante ou demasiado ensaiada: havia espontaneidade, movimento e uma vontade evidente de celebrar.

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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