O quinto e último dia do CA Vilar de Mouros 2026 chegou ao seu momento final com Skindred. A banda britânica entrou em palco para encerrar oficialmente cinco dias de música, transformando a despedida do festival numa explosão de reggae, punk, metal e energia eletrónica.
Liderados por Benji Webbe, os Skindred transformaram rapidamente o recinto num espaço de movimento permanente. A voz encontrou as guitarras pesadas, o baixo trouxe o groove e a bateria manteve uma pulsação que obrigava o público a acompanhar.
É precisamente nessa mistura que reside a identidade da banda.
Os Skindred não escolhem entre géneros.
Juntam-nos.
O reggae encontra o metal, o punk cruza-se com o dub e a eletrónica acrescenta novas camadas a uma música que parece construída para ser vivida em grandes palcos.
Em Vilar de Mouros, essa fórmula funcionou em pleno.
Benji Webbe assumiu o papel de comandante da festa, comunicando constantemente com o público e puxando pela energia da plateia. Entre saltos, braços no ar e uma multidão em movimento, a atuação ganhou rapidamente uma dimensão coletiva.
O público entregou-se aos ritmos, aos riffs e à energia contagiante de uma banda que há décadas desafia fronteiras musicais sem nunca perder a própria identidade.
O relógio já marcava madrugada, mas o recinto continuava completamente desperto. Os Skindred tinham uma última missão: fechar cinco dias de música num dos festivais mais históricos do país.
E fizeram-no sem baixar a intensidade.
Quando os últimos acordes ecoaram pelo recinto, chegou finalmente o momento de despedida.
As luzes começaram a apagar-se.
O público começou lentamente a abandonar o espaço.
E o CA Vilar de Mouros 2026 chegava ao fim.
Durante cinco dias, passaram por Vilar de Mouros diferentes gerações, estilos e formas de viver a música. No último instante, foram os Skindred a deixar a última batida, o último riff e o último grito.
O festival terminou.
Mas a energia ficou.
E Vilar de Mouros despediu-se em grande.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


