A sala de Coimbra inicia 2025 com residências de A Criatura e Griot 3000 e concertos de bbb hairdryer, Cave Story, Rita Braga, Mynda Guevara, Bill Frisell Trio e a festa de aniversário de Birds are Indie.
O ano de 2025 marca um momento crucial na história do Salão Brazil, prestes a assinalar os 100 anos do edifício. Desde agosto de 2024, este espaço tornou-se oficialmente um dos equipamentos culturais municipais de Coimbra, reforçando o seu estatuto como lugar central na dinâmica cultural da cidade. À medida que se inicia o processo de requalificação do edifício, o Salão Brazil atravessa uma fase de transição que combina a preservação da sua identidade com a busca de novos horizontes para o futuro.
Gerido pelo Jazz ao Centro Clube desde 2012, o Salão Brazil é hoje um dos mais importantes exemplos da relevância dos espaços culturais independentes em Portugal. Através de uma programação consistente e inovadora, o espaço destaca-se pelo apoio a artistas emergentes e pela capacidade de trazer ao público uma diversidade de sonoridades e experiências culturais. Este impacto é sublinhado pelos dados mais recentes da Circuito, uma rede nacional que valoriza e protege salas e clubes com programação própria de música ao vivo. Os espaços culturais como o Salão Brazil desempenham um papel crucial no ecossistema da música popular, não só ao apoiar a criação e circulação de artistas, mas também enquanto pontos de encontro comunitário e locais de ativismo e cidadania.
As residências artísticas assumem um papel central na atividade do espaço. Entre 12 e 16 de janeiro, a banda Criatura estará no Salão Brazil para uma residência de criação. A Criatura é um ensemble de dez elementos e tem trabalhado a memória popular do território que habita, criando música que, sendo fortemente enraízada na tradição, procura desenhar futuros possíveis. Tendo comemorado recentemente o seu décimo aniversário, a Criatura aproveitará a estadia no Salão para preparar material para futura edição discográfica.
Em fevereiro,o Salão acolheumaresidência de Griot 3000, grupo encabeçado por Rodrigo Brandão, agitador paulista da spoken word que conta na sua lista de colaborações figuras como Pharoah Sanders, Sun Ra Arkestra ou Naná Vasconcelos. Entre 16 e 21 de fevereiro, Brandão terá a seu lado o mestre guineense da kora Braima Galissa, o percussionista senegalês Dudù Kouate, o neurocientista e guitarrista paraibano Thiago Leiros Costa e os portugueses Luís Vicente (trompete) e Carla Santana (eletrónica). Do trabalho na residência artística sairá o disco de estreia com a chancela da JACC Records (a editora da casa).
Se as residências apontam caminhos futuros e têm como objetivo fornecer um apoio efetivo à criação, a programação regular tem como objetivo possibilitar a apresentação de novíssimos trabalhos discográficos, confirmando o Salão como ponto fundamental no apoio à circulação nacional da nova música portuguesa.
O power trio do rock conimbricense The Twist Connection abrem a programação, nos dias 10 e 11 de janeiro, com a apresentação, em primeira mão, do novo trabalho discográfico que sairá em março de 2025, intitulado “Concentrate, Give it up, it’s too late”,com o selo da Lux Records.
No fim de semana seguinte, a 17 de janeiro, é a vez do Filipe Furtado Trio apresentar o disco “Como Se Matam Primaveras”.
No sábado, 18 de janeiro,o quarteto bbb hairdryer apresenta “A Single Mother / A Single Woman / An Only Child”. Antes do concerto da banda baseada nas Caldas da Rainha, o palco do Salão é ocupado pelos Cave Story.
No dia 24, Rita Braga, cantora, compositora e multi-instrumentista que regressa ao Salão Brazil para um concerto especial de lançamento da cassete editada pela Cassetes Anicha, a nova sub-label da Associação Experimentáculo. A 25 de janeiro, é a vez de Mynda Guevara, que se estreia no palco da Baixa de Coimbra, apresentando o seu EP Phoenix.
Em fevereiro, os Birds Are Indie celebram 15 anos de carreira com dois concertos nos dias 7 e 8, acompanhados por convidados como Ana Trindade, Bea Bandeirinha, Filipe Fidalgo, Francisco Frutuoso, João Fragoso, Joel Madeira, Leonel Mendrix e Sofia Leonor.
Destacam-se também Máximo a 23 de fevereiro, com a apresentação do disco “PANGEA”, em que abandona o formato solo, fazendo-se acompanhar por bateria e baixo elétrico.
No derradeiro fim de semana de fevereiro (sexta-feira, dia 28), o destaque vai para a apresentação de “Buffalo“, disco de Ray, com produção de Paulo Furtado e o selo da Lux Records.
Em março, destaque absoluto para o Bill Frisell Trio, com Thomas Morgan e Rudy Royston. A apresentação será fora de portas, no Teatro Académico de Gil Vicente, fruto de uma parceria cujo objetivo é a apresentação de espectáculos com figuras maiores da música internacional.
A totalidade da programação do primeiro trimestre poderá ser conhecida no site do Jazz ao Centro Clube
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