O terceiro capitulo do Vodafone Paredes de Coura 2026 voltou a mudar de direção com a chegada de Ryan Davis & The Roadhouse Band.
Ryan Davis trouxe consigo uma música profundamente ligada à tradição americana, mas sem a transformar numa peça de museu. As guitarras assumiram o protagonismo e construíram uma atmosfera marcada pelo rock, pelo country e por uma certa melancolia que parecia atravessar cada canção.
Em palco, The Roadhouse Band funcionou como uma extensão natural desse universo. Os instrumentos cruzaram-se com precisão, criando momentos de maior contenção e outros em que a intensidade aumentava, sempre com uma sensação de estrada aberta como pano de fundo.
Havia qualquer coisa de cinematográfico na atuação. As guitarras pareciam acompanhar uma viagem por estradas intermináveis, enquanto a voz de Ryan Davis acrescentava às canções uma dimensão narrativa. Não era música feita apenas para ouvir: era música que parecia trazer consigo lugares, personagens e histórias.
Depois da diversidade que marcou a tarde, este foi um momento para voltar às raízes e deixar que a força das canções falasse por si.
The Roadhouse Band não procurou complicar aquilo que funciona precisamente pela sua simplicidade: guitarras, ritmo, voz e uma enorme capacidade de criar atmosfera.
Ao longo do concerto, essa identidade foi ficando cada vez mais evidente. O palco parecia transformar-se numa pequena roadhouse imaginária, algures entre o rock americano e as paisagens poeirentas do sul dos Estados Unidos.
Ryan Davis & The Roadhouse Band trouxeram uma pausa para viajar sem sair do lugar bastou algumas guitarras, uma voz e uma estrada inteira escondida dentro das canções.
__________________________________________________________________________________________________________________________
🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


