Ronley Teper apresentou um turbilhão de imaginação, humor e emoção em estado cru

Na noite de quinta feira 19 de fevereiro, Ronley Teper abriu o concerto de Michelle Gurevich na Casa da Música.

Teper não entra em palco — irrompe. Traz consigo uma energia que parece maior do que o próprio corpo, uma presença que imediatamente desafia qualquer expectativa. Desde o primeiro minuto, percebe‑se que não estamos perante uma cantora convencional, mas perante uma contadora de histórias que usa a voz, o corpo e o humor como ferramentas de criação instantânea.

A voz de Ronley Teper é um fenómeno em si mesma. Grave, aguda, teatral, sussurrada, explosiva — muda de forma como se tivesse vida própria. Há momentos em que parece saída de um cabaré surrealista; noutros, lembra uma personagem de cinema mudo que ganhou som. É uma voz que não canta apenas: interpreta, brinca, provoca, abraça e desarma.

__________________________________________________________________________________________________________________________

🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

Partilha