O coletivo artístico russo Pussy Riot arranca este ano com uma tour europeia e estão previstas duas paragens em Portugal, no Porto, dia 8, na casa da Música e em Lisboa, dia 9, no Capitólio.
As Pussy Riot (liderada pela ativista Maria Alyokhina) são uma peculiar formação de protesto, feminino e feminista, de geometria variável, com sede em Moscovo e fundada em 2011.
O grupo – que chegou a integrar 11 mulheres – tornou-se famoso em grande parte pelas encenações de espetáculos de guerrilha punk rock provocatórios não autorizados em locais públicos invulgares, que foram transformados em vídeos musicais e colocados na internet e que se foram espalhando pelo planeta.
Entre os temas mais abordados, ganham lugar de destaque o feminismo, os direitos LGBT e, claro, a oposição explícita e assumida ao presidente russo Vladimir Putin, que o grupo considera ser um ditador com ligações perigosas à igreja Ortodoxa Russa.
Mas as Pussy Riot conseguiram notoriedade à escala planetária quando cinco membros do grupo arriscaram uma atuação em plena Catedral do Cristo Salvador, em Moscovo, em 2012. O clero ortodoxo considerou um sacrilégio esta “atuação” e o espetáculo acabou com a intervenção de oficiais de segurança da igreja. Em sua defesa, as artistas/ativistas esclareceram que o seu protesto se dirigia ao apoio dos líderes da Igreja Ortodoxa a Putin durante a sua campanha eleitoral.


