Primavera Sound Porto reúne passado, presente e futuro no cartaz da edição de 2027

O 25.º aniversário do Primavera Sound será celebrado também no Porto. À medida que o Primavera Sound Porto se prepara para a sua 14.ª edição, importa recordar que estes 25 anos de história pertencem tanto ao Porto como a Barcelona: o festival português não só adotou uma identidade inconfundível, como também ajudou a moldá-la.

Ano após ano, as duas cidades passam o testemunho musical em fins de semana consecutivos — uma tradição sem a qual o Primavera Sound seria impensável.

De 10 a 13 de junho, o Primavera Sound Porto 2027 volta a afirmar-se como festival com personalidade própria, graças ao cartaz agora revelado, composto por 53 artistas. Observar este alinhamento é como encarar uma ilusão ótica: ao focar cada detalhe, surgem claramente o passado, o presente e até o futuro do Primavera Sound.

Entre os destaques estão os Fontaines D.C., que regressam embalados pelo aclamado “Dopamine Chamber”, o seu quinto álbum. Hayley Williams sobe ao palco para o seu primeiro concerto a solo em Portugal, depois de várias passagens como vocalista dos Paramore, consolidando o estatuto de ícone rock intergeracional. FKA twigs apresenta um espetáculo totalmente novo, explorando mais uma vez os limites da pop; The Chemical Brothers revisitam capítulos essenciais da sua enciclopédia da música de dança; Lola Young promete provar que o seu talento vai muito além do sucesso viral de “Messy”; e beabadoobee traz “Pylon”, o álbum que a levou ao primeiro lugar no Reino Unido e que inclui uma colaboração com Hayley Williams.

As diferentes linhas temporais do cartaz de 2027 permitem que sons que marcaram os primeiros anos do festival coexistam com alguns dos álbuns mais relevantes da atualidade e com novas revelações. O público poderá reencontrar ANOHNI, numa reinterpretação do repertório de Lou Reed, os incansáveis Wilco, o trio de noise-rock Dinosaur Jr., e ao mesmo tempo testemunhar o impulso crescente de Tinashe, Kim Petras e underscores — três visões distintas e complementares da pop contemporânea.

Este é apenas um vislumbre dos contrastes fascinantes que compõem um cartaz cuja abertura estética é a essência do Primavera Sound. Do pop eletrónico de Metronomy e Chvrches ao songwriting americano de Julien Baker e Bonnie “Prince” Billy, um cantautor raro em festivais. Das performances meticulosamente encenadas de Christine and the Queens, que recupera o seu nome original para inaugurar uma nova era artística, à energia hardcore-punk de Converge. Do shoegaze renovado dos DIIV à festa polirrítmica da francesa Theodora.

Há espaço para tudo num cartaz que inclui ainda a camaleónica Shygirl, a nova vaga de talentos das Ilhas Britânicas — Westside Cowboy, English Teacher e Gurriers —, Sophia Stel, em ascensão após o álbum de estreia, as novas perspetivas de indie‑rock de @ e Friko, o regresso dos históricos Don Caballero ao universo math‑rock, e uma ampla representação de talento português e brasileiro com Marina Sena, Clã, Branko, Mães Solteiras e Cassete Pirata. A presença hispânica chega pelas canções de Santiago Motorizado (Argentina) e pelos madrilenos TRISTÁN! e pablopablo

Na sua 14.ª edição, o idílico Parque da Cidade volta a receber os três dias principais do festival, de quinta a sábado. Mas o Primavera Sound Porto não termina aí: no domingo, 13 de junho, o recinto abre novamente para um dia de encerramento dedicado à música eletrónica, transformando o parque numa enorme pista de dança ao ar livre com atuações de Josh Baker, Cloonee, Carlita e Trikk.

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🖋 Redação / press release

📸 Maria Vilaça

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