Depois da passagem pela Aula Magna, em Lisboa, em fevereiro deste ano, o último dia do Vodafone Paredes de Coura assistiu ao regresso dos escoceses Franz Ferdinand com a digressão “The Human Fear” – que dá nome ao novo álbum editado em janeiro de 2025.
“The Human Fear” mostra a banda escocesa no seu estado mais imediato, animado e afirmativo, sem vergonha de ir diretamente ao pop, no estilo clássico de Franz Ferdinand. Os temas aludem a alguns dos medos humanos mais profundos e como superá-los e aceitá-los define e orienta as nossas vidas.
Em palco e bem à “moda” dos Franz Ferdinand, assistimos neste fim de festa a uma perspetiva sonora fresca, vibrante e progressiva, com uma abordagem transgressiva da escola de arte, mas com o amor pelas canções.
Dividiram o alinhamento de forma bastante equilibrada entre as canções do novo disco e os êxitos, transbordando confiança e funcionando como uma máquina bem oleada, característica da banda liderada por Alex Kapranos.
O baixista Bob Hardy e a nova baterista Audrey Tait estavam tão sincronizados, que parecia que tocavam juntos há décadas.
Alias, são muito poucas as bandas que conseguem atuar de forma tão consistente e divertida sem parecerem ensaiadas. Mas toda a banda — e Kapranos em particular — são artistas natos.
Enquanto outras bandas em palco demoram uma eternidade a tentar envolver o público, Kapranos é mestre nos meneios, piscadelas, sacudidelas e acenos que, de imediato, fazem milhares de pessoas elevar o entusiasmo pelo espetáculo. Isso é um verdadeiro dom e um verdeiro final de festa de mais uma edição do Vodafone Paredes de Coura.
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? Sandra Pinho
? Paulo Homem de Melo


