Há regressos que vivem da nostalgia. Outros vivem da necessidade de provar que ainda fazem sentido. Os Texas Is The Reason não parecem interessados em nenhuma dessas coisas.
Quando a banda subiu ao palco do Primavera Sound Porto 2026, não havia qualquer tentativa de recriar um passado intocável nem de competir com o presente. Havia apenas quatro músicos e um conjunto de canções que, passadas décadas, continuam a carregar a mesma urgência emocional de quando foram escritas.
A presença dos Texas Is The Reason funcionou como um lembrete de que algumas músicas conseguem escapar às datas inscritas nos calendários. Não porque sejam intemporais no sentido romântico da palavra, mas porque continuam a encontrar novas formas de dialogar com quem as escuta.
Há algo profundamente humano na música dos Texas Is The Reason. A sua força sempre nasceu do equilíbrio delicado entre vulnerabilidade e intensidade, entre melodia e tensão, entre aquilo que é dito e aquilo que fica suspenso no silêncio.
À medida que o concerto avançava, tornava-se impossível ignorar a forma como diferentes gerações partilhavam o mesmo espaço. Havia quem tivesse descoberto a banda nos anos noventa. Havia quem a tivesse encontrado muito depois do seu fim. E havia quem estivesse simplesmente a descobrir aquele universo pela primeira vez.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


