O quarto dia do CA Vilar de Mouros 2026 começou com MONSTRO, projeto português que encontrou na melancolia uma forma particularmente bonita de dar início a mais uma jornada do festival.
Formado por Gonçalo Ferreira e Isaac Oliveira, o projeto nasceu do encontro entre dois universos musicais diferentes. De um lado, a experiência ligada ao rock; do outro, uma relação próxima com o jazz. Da junção dessas linguagens nasceu uma sonoridade que prefere os detalhes à exuberância e a proximidade ao excesso.
As referências à pop dos anos 60 aparecem filtradas por uma sensibilidade contemporânea, criando canções que parecem carregar uma certa nostalgia sem ficarem presas ao passado. Há guitarras, teclados e uma secção rítmica que ajudam a construir um ambiente envolvente, mas é sobretudo a atmosfera que define MONSTRO.
O projeto apresentou em Vilar de Mouros o universo de “Unborn Love”, álbum de estreia lançado em novembro de 2025, deixando que as canções encontrassem espaço para respirar.
Em vez de procurar uma entrada explosiva, MONSTRO construíram lentamente o ambiente do quarto capítulo do festival. Cada instrumento parecia acrescentar uma pequena peça a um cenário sonoro onde a fragilidade e a beleza conviviam sem conflito.
O quarto dia ainda tinha muitas horas pela frente, mas MONSTRO deram-lhe um primeiro momento de pausa e atenção.
🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


