Kasabian fecharam o terceiro dia de Vilar de Mouros em alta rotação

O terceiro dia do CA Vilar de Mouros 2026 chegou ao seu momento mais aguardado, quando os Kasabian subiram ao palco como cabeças de cartaz e assumiram a responsabilidade de encerrar mais uma jornada do festival. E se havia alguma dúvida sobre a forma como a noite terminaria, a banda tratou de a dissipar rapidamente.

A energia instalou-se desde os primeiros acordes. As guitarras encontraram batidas eletrónicas, o rock ganhou uma pulsação dançável e o palco transformou-se num espaço onde era impossível ficar parado. Os Kasabian têm precisamente essa capacidade de cruzar a força das guitarras com uma dimensão mais eletrónica, criando uma sonoridade que funciona tanto para ouvir como para viver fisicamente.

Cada batida parecia empurrar a multidão para a frente, enquanto os refrões eram devolvidos em coro. Havia braços no ar, movimento constante e aquela sensação de que o relógio já não tinha importância. Apesar de ser já madrugada, o recinto estava longe de dar sinais de cansaço.

Os Kasabian conhecem bem a linguagem dos grandes palcos. A sua música foi construída para ganhar dimensão quando encontra milhares de pessoas e, naquela noite, essa característica tornou-se particularmente evidente.

A banda foi conduzindo o espetáculo entre momentos de maior intensidade e passagens onde a eletrónica assumia o controlo, mantendo sempre uma tensão que parecia preparar o público para o próximo impacto.

Não foi apenas um concerto de encerramento. Foi uma celebração coletiva do rock alternativo britânico, com o público completamente entregue a uma banda que sabe transformar uma canção num momento de comunhão.

À medida que a atuação avançava, o terceiro dia aproximava-se do fim, mas a energia parecia contrariar o relógio.

Os Kasabian tinham diante de si um recinto pronto para uma última grande descarga.

Como cabeças de cartaz, não deixaram essa responsabilidade cair.

Como último concerto da noite, fizeram questão de deixar Vilar de Mouros acordado.

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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