O quarto e último dia do Vodafone Paredes de Coura 2026 ganhou uma nova dimensão quando MEUTE chegaram ao palco. O coletivo alemão trouxe consigo uma combinação pouco habitual: a energia de uma banda de metais e a força de uma pista de dança eletrónica.
O impacto foi imediato.
Trombones, trompetes, saxofones, percussão e bateria começaram a construir uma parede sonora que rapidamente tomou conta do recinto. Não havia necessidade de sintetizadores para criar aquela sensação de música eletrónica. Os próprios instrumentos transformavam-se em máquinas de ritmo.
MEUTE têm precisamente essa capacidade de pegar em estruturas associadas à música eletrónica e transportá-las para um contexto completamente orgânico. Em Coura, essa fórmula ganhou uma dimensão particularmente física, com cada batida a empurrar o público para a frente.
A plateia começou a dançar, saltar e acompanhar o ritmo, enquanto os músicos ocupavam o palco com uma energia quase impossível de ignorar. Cada entrada de um instrumento acrescentava uma nova camada e fazia crescer a intensidade da atuação.
O resultado foi uma enorme celebração coletiva. Durante aqueles momentos, era difícil distinguir onde terminava o concerto e começava a pista de dança.
A música dos MEUTE não pede simplesmente para ser ouvida.
Pede movimento.
À medida que a noite avançava, o recinto parecia ganhar uma nova vida. A combinação entre a força dos metais e as batidas eletrónicas criou um espetáculo simultaneamente poderoso e inesperado, mostrando como uma formação de músicos pode reproduzir a energia de um clube sem perder a identidade de uma banda ao vivo.
No último dia do Vodafone Paredes de Coura 2026, MEUTE fizeram aquilo que poucos conseguem: pegar numa multidão inteira e fazê-la respirar ao mesmo ritmo.
Coura já estava perto da despedida.
Mas com MEUTE, ninguém parecia preparado para ficar parado.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


