Já é conhecida a programação para o mês de Janeiro no Salão Brazil

No primeiro mês do ano de 2021, o Salão Brazil em Coimbra, espaço gerido e programado pelo Jazz ao Centro Clube, acolhe quatro concertos, mantendo a lógica de programação pautada pela diversidade de géneros e abordagens musicais. A lotação mantém-se nos 35 lugares, mantendo-se também o cumprimento estrito pelas orientações da DGS.

 

O primeiro concerto do ano, dia 8 de Janeiro, está integrado no ciclo “Porta-jazz no Salão” que, ao longo do ano contará com 8 concertos de apresentação de discos do carimbo da associação portuense. A abrir o ciclo o trio de Miguel Ângelo UTOPIA, onde o contrabaixista e compositor se faz acompanhar pelo guitarrista Miguel Moreira e pelo baterista Mário Costa. Nos temas de Miguel Ângelo encontra-se “uma música que reconcilia os parâmetros do jazz e do rock desformatando ambos, com um contrabaixo sempre afirmativo e profundo, uma guitarra encharcada em efeitos sci-fi e uma bateria que faz muito mais do que pontuar e dar chão ao que vai acontecendo à sua volta.”.

 

Uma semana depois, a 15 de Janeiro, o sala acolhe um concerto de Vaiapraia, uma das figuras de proa do Queer Punk nacional. O regresso ao Salão tem como principal motivo a apresentação do seu segundo longa duração, intitulado “100% Carisma” (na foto), disco que chega 4 anos após “1755”. O título é irónico e o disco, segundo Rodrigo Vaiapraia, remete para temáticas como o desconcerto e a falha, a fome versus o apetite, a insatisfação e a autoficção enquanto pessoa queer.

O ciclo “Porta-Jazz no Salão” regressa a dia 22 de Janeiro, desta feita com o trio de Filipe Teixeira. O contrabaixista do Porto apresenta “Tao”, fazendo-se acompanhar de Acácio Salero (bateria) e Rui Teixeira (saxofones alto e barítono).

A fechar o mês, no dia 29 de Janeiro, Vítor Joaquim regressa ao Salão Brazil para apresentar  “The Construction of Time”, o seu mais recente trabalho discográfico.

Vítor Joaquim é uma das figuras de referência da música eletrónica de cariz exploratório feita em Portugal e o trabalho que agora apresenta vem na senda dos discos “Impermanence” (2018) e “Nothingness” (2019), que por sua vez possuem ligações conceptuais com “Filament” (2011) e “Flow” (2006).

Comum a todos estes trabalhos estão explorações sobre a perceção da temporalidade e os seus efeitos sobre a vida interior. Questões profundas, que justificam um labor de década e meia. Neste concerto, tal como no disco, Vítor Joaquim terá a seu lado o trompetista João Silva, ele próprio um instrumentista que tem dedicado o seu tempo à exploração dos meios eletrónicos.

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