“Quebranto”, o álbum de estreia de IOLANDA, já está disponível em todas as plataformas digitais. São 13 faixas que juntam os singles “Olha P’ra Ela”, “Responso” e “Noite Inteira” às restantes canções do disco, com “Dei-te a Minha Mão” em destaque.
A apresentação oficial está marcada para 07 de dezembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, onde IOLANDA se estreia em nome próprio num palco em formato 360º.
Na infância de IOLANDA, havia sempre alguém por perto que acreditava. Foi a mãe quem a levou a “virar o bucho” quando deixou de comer, e quando perdia alguma coisa havia quem lhe rezasse o Responso, a oração que acabaria por dar título a um dos singles do disco. IOLANDA cresceu a ver tudo isto de perto, entre o fascínio e a dúvida. “Apesar de parte de mim ser um tanto ou quanto céptica em relação a rezas e mézinhas, sou e vivo completamente fascinada por estas tradições. Coincidência ou não, são práticas que mantêm uma geração viva e fazem-nos acreditar que talvez o mundo possa ser um bocadinho mais mágico.”
É nesse meio que IOLANDA procura um lugar seguro. Foi a essas raízes que regressou quando começou a escrever, ao perceber que falar de onde vem era a forma mais directa de se aproximar de si própria. Em “Quebranto”, não se limita a preservar a tradição, escreve com ela. A viola braguesa atravessa quase todo o disco e encontra cavaquinhos, cordas, acordeão, sintetizadores e programações, entre a música de raiz, o fado e a pop.
O disco abre com a voz da Avó Lena, sobre a guitarra e a braguesa de Luar, e é a partir dela que tudo se desenrola. “O disco começa com alguém a tirar-me o quebranto e, após a reza, é desvendado tudo o que se encontra por baixo desse quebranto que me assombrava, desde traumas a decisões, medos a desgostos, a lutas que fervem com vontade de ser travadas”, partilha IOLANDA.
Pelo caminho, “Dei-te a Minha Mão” traz um sample das vozes das Cantadeiras de Terras de Arões, e “Maldição” leva a artista ao Fado Cravo, com João Diogo Leitão na braguesa e Bernardo Saldanha na viola. Entre as canções mais intensas há também espaço para temas mais mexidos, que lhe lembram o que ouvia nas festas de aldeia. Com direcção e produção musical de Luar, coprodução de IOLANDA e mistura e masterização de Charlie Beats, o disco junta na escrita nomes como Carolina Deslandes, Agir, LEFT., Milhanas, Extrazen e xtinto.
Na véspera da edição, “Quebranto” foi apresentado na à Capela, em Lisboa, numa performance imersiva pensada só para essa noite e com uma actuação especial de IOLANDA.
Depois de um ano a levar algumas destas canções a palcos de todo o país, é em Lisboa que “Quebranto” se mostra inteiro, no maior concerto da carreira da artista até hoje.
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🖋 Redação / press release
📸 Sara Albuquerque


