Carlotta Cosials e Ana Perrote, as mentes por trás das Hinds, estavam tão radiantes por estarem no palco “bacana” do Vodafone Paredes de Coura que a sua energia era palpável, apesar de terem vindo directas de Madrid para o palco.
Inicialmente um quarteto, as Hinds sofreram um duro golpe quando a baixista e a baterista decidiram abandonar o grupo em 2020, após o lançamento do terceiro álbum, “The Prettiest Curse”.
Mas o que interessa é o presente e em palco neste último dia de festival, as harmonias subtis das Hinds nas suas faixas curtas e certeiras, conduzem o público sempre em crescendo até ao refrão, infundindo um interlúdio suave e doce entre os versos impulsionados pelo rock. As guitarras destacam-se acrescentando uma camada extra de rugosidade e amplificando o charme despretensioso da música.
Os refrões, com o seu estilo de canto em coro, permitiu que o público participasse facilmente, unindo todos num grito coletivo, cru e sem filtros, numa combinação de irreverência divertida com o espírito duro e vibrante do rock, transformando mais uma vez o palco “bacana” no palco mais bacana = cool do Vodafone Paredes de Coura.
__________________________________________________________________________________________________________________________
? Sandra Pinho
? Paulo Homem de Melo


