O segundo dia do CA Vilar de Mouros 2026 terminou com Dropkick Murphys, cabeças de cartaz da jornada, a fazer aquilo que parecia ser a única opção possível: arrebentar com tudo.
A banda norte-americana entrou em palco com a energia de quem não vinha simplesmente encerrar um festival, mas conquistar os últimos minutos de uma noite que já tinha passado por punk, ska, rock e eletrónica. E não demorou muito até o recinto perceber que a despedida seria feita em alta rotação.
Guitarras, bateria, baixo e aquela mistura inconfundível de punk rock com referências da música tradicional irlandesa transformaram o palco num ponto de ebulição. O som ganhou corpo rapidamente e o público respondeu com a mesma intensidade, criando uma enorme massa em movimento diante dos músicos.
Os Dropkick Murphys sabem fazer do concerto uma experiência coletiva. As canções são construídas para serem gritadas em conjunto, os refrões funcionam como hinos e a energia da banda parece multiplicar-se à medida que encontra resposta na plateia.
Quando seria natural esperar algum cansaço depois de uma jornada inteira de música, os Dropkick Murphys fizeram exatamente o contrário: transformaram o desgaste em combustível.
A sua identidade vive dessa mistura entre agressividade punk e espírito comunitário. Há algo de profundamente coletivo nas suas atuações, como se cada refrão tivesse sido escrito para milhares de pessoas cantarem ao mesmo tempo.
Como cabeças de cartaz e responsáveis pelo encerramento do segundo dia, os Dropkick Murphys tinham uma missão clara.
O segundo dia do CA Vilar de Mouros 2026 terminou em força, com o recinto completamente entregue e a sensação de que, apesar de o relógio já marcar madrugada, ninguém estava verdadeiramente preparado para dizer adeus.
As luzes apagaram-se.
A música terminou.
Mas a energia ficou.
E Vilar de Mouros fechou mais um dia com o punk a falar mais alto.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


