O terceiro e último dia do MEO Kalorama 2026 recebeu Clipse, que levaram ao palco a força de uma carreira construída entre clássicos do hip-hop, uma estética inconfundível e uma química entre irmãos que continua a ser uma das grandes marcas da dupla.
Pusha T e Malice entraram em cena com a confiança de quem conhece profundamente o território que ajudou a construir. As rimas surgiram com precisão, apoiadas por batidas pesadas e produções que deixavam espaço para que cada palavra tivesse impacto.
A história dos Clipse está inevitavelmente ligada à produção de The Neptunes, cuja sonoridade ajudou a definir parte da identidade da dupla. Batidas minimalistas, baixos marcantes e uma abordagem quase cirúrgica criaram o cenário perfeito para duas vozes distintas, mas complementares.
Pusha T manteve a intensidade habitual, enquanto Malice trouxe a sua presença mais contida e reflexiva. Juntos, alternaram entre diferentes momentos da carreira, recuperando temas que atravessaram gerações e continuam a ter um peso particular dentro da cultura hip-hop.
Mas havia também espaço para o presente.
Os Clipse não apareceram em Lisboa apenas como uma viagem pela memória. A sua presença mostrou que a linguagem que construíram continua a encontrar lugar no hip-hop contemporâneo.
Pusha Te Malice provaram que algumas parcerias conseguem atravessar décadas sem perder a capacidade de ocupar um palco.
O MEO Kalorama aproximava-se do fim.
Mas ainda havia histórias para contar.
E os Clipse trouxeram consigo algumas das mais importantes.
O festival terminaria com o regresso dos Deftones a Portugal mas Infelizmente a banda não permitiu recolha de imagens do concerto.
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🖋 Diana Silva
📸 Arlindo Homem


