Carolina Durante fizeram Coura perder o fôlego

O terceiro dia do Vodafone Paredes de Coura 2026 ganhou rapidamente outra velocidade quando os Carolina Durante chegaram ao palco. Se Noko Woi tinha aberto a jornada num território mais atmosférico, a banda madrilena tratou de virar completamente a página e transformar o recinto numa descarga contínua de guitarras, atitude e energia.

Desde o primeiro instante, percebeu-se que seria difícil ficar parado. Carolina Durante entraram em palco sem rodeios e fizeram das guitarras cruas e dos ritmos acelerados a matéria-prima para um concerto que parecia estar sempre prestes a explodir.

A voz de Diego Ibáñez conduziu a tempestade. Direto, irreverente e completamente entregue à atuação, o vocalista encontrou rapidamente resposta numa plateia que não demorou a saltar, cantar e acompanhar cada mudança de ritmo.

E essa foi precisamente uma das características mais marcantes do concerto. As músicas sucediam-se com uma intensidade quase vertiginosa, enquanto a banda mantinha uma energia constante em palco. Cada refrão parecia servir de combustível para o seguinte e o público respondia como se conhecesse aquela urgência há anos.

Parte da força de Carolina Durante está precisamente na capacidade de transformar experiências quotidianas em canções que soam geracionais. As letras diretas e irónicas encontram nas guitarras uma espécie de amplificador emocional, tornando impossível separar aquilo que se canta daquilo que se sente.

A história de Carolina Durante começou em Madrid, em 2017, mas já não há muito de promessa no percurso do grupo. Depois de “Cayetano” os ter colocado no mapa da música espanhola, os álbuns seguintes consolidaram uma identidade que hoje se apresenta com a confiança de quem já sabe exatamente o que quer fazer.

Alinhamento:

– Joderse la vida

– Hostias

– Misil

– Tempo 2

– Perdona

– Granja

– Tomé cafe

– Verdes cesped

– Monstruo

– Famoso

– San juan

– La noche

– Elige

– Probablemente

– Juanita

– Verano

– Yo pensaba que dioster

– Normal

– Hamburguesas

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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