Amyl and The Sniffers fecharam Coura em combustão

O quarto e último dia do Vodafone Paredes de Coura 2026 chegou ao fim da única maneira possível quando Amyl and The Sniffers subiram ao palco como cabeças de cartaz. Já pela madrugada, a banda australiana recebeu a missão de encerrar quatro dias de música, e decidiu fazê-lo sem deixar uma única gota de energia para trás.

Desde o primeiro instante, Amyl tomou conta do palco com uma presença impossível de ignorar. A voz rasgada, os movimentos constantes e uma atitude completamente desinibida transformaram rapidamente o recinto num território de punk, suor e liberdade.

As guitarras entraram como golpes secos, a bateria acelerou o pulso e o baixo manteve tudo em permanente movimento. Amyl and The Sniffers tocaram como se aquela fosse a primeira música de um festival que acabava de começar, e não a última atuação de quatro dias.

Amyl parecia ter encontrado a fórmula perfeita para transformar o cansaço acumulado de quatro dias em combustível. Quanto mais a banda acelerava, mais o público respondia. Quanto mais a plateia gritava, mais a vocalista parecia elevar a fasquia.

E havia uma razão para aquele concerto funcionar tão bem como despedida.

Amyl and The Sniffers não tentaram criar um momento solene. Não quiseram transformar o fim numa cerimónia.

Quiseram fazer barulho.

Quiseram fazer suar.

Quiseram fazer Coura lembrar-se de que ainda estava vivo.

A atitude punk da banda australiana encaixou perfeitamente naquele último momento, transformando o encerramento do festival numa celebração física e descontrolada. Não havia espaço para nostalgia enquanto as guitarras estavam ligadas.

Quando chegou o último acorde, chegou também a verdadeira despedida.

Quatro dias.

Dezenas de artistas.

Milhares de pessoas.

E uma última explosão de energia.

Amyl and The Sniffers fecharam o Vodafone Paredes de Coura 2026 como cabeças de cartaz e deixaram o festival em combustão.

Coura terminou.

Mas não terminou em silêncio.

Terminou aos gritos na expectativa de regressar em 2027 de 18 a 21 de agosto.
Até lá fica a nostalgia e a saudade no ar

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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