The Hives incendiaram Vilar de Mouros com uma aula de rock’n’roll

O segundo dia do CA Vilar de Mouros 2026 chegou quase ao final com um dos seus momentos mais explosivos com a entrada em palco dos The Hives. A banda sueca não precisou de muito tempo para transformar o recinto numa tempestade de guitarras, movimento e humor.

Vindos de Fagersta e formados em 1993, os The Hives construíram ao longo de mais de três décadas uma reputação que se confirma sobretudo ao vivo. E em Vilar de Mouros ficou rapidamente claro porquê.

À frente da banda, Howlin’ Pelle Almqvist assumiu o papel de mestre de cerimónias com uma presença impossível de ignorar. Entre movimentos constantes, provocações e uma comunicação permanente com o público, o vocalista transformou o concerto numa espécie de espetáculo dentro do próprio espetáculo.

Atrás dele, Nicholaus Arson e Vigilante Carlstroem mantiveram as guitarras em permanente combustão, enquanto Chris Dangerous segurava a bateria e The Johan and Only completava a formação no baixo.

Os riffs entravam secos, a bateria acelerava e, antes que o público tivesse tempo para recuperar, já outra descarga estava a caminho. O garage rock e o punk dos The Hives têm precisamente essa capacidade: parecem simples à primeira vista, mas ao vivo transformam-se numa máquina de energia quase impossível de travar.

Os icónicos fatos a preto e branco deram o toque visual a uma atuação onde a banda nunca pareceu disposta a levar demasiado a sério a própria pose de estrelas do rock. Pelle Almqvist brincou, provocou e puxou pelo público, transformando a distância entre palco e plateia numa coisa praticamente inexistente.

The Hives foram uma das grandes figuras do garage rock revival dos anos 2000, mas em Vilar de Mouros não soaram a passado.

Soaram urgentes.

Soaram vivos.

E, sobretudo, soaram perigosamente divertidos.

A banda sueca provou que ainda existe uma coisa que nenhum revival consegue fabricar: a capacidade de fazer um palco parecer pequeno demais para a energia de quem está em cima dele.

E os The Hives ocuparam-no por completo.

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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