Num festival que reúne diferentes gerações e estilos musicais, os UHF voltaram a afirmar o lugar que ocupam na história do rock português. A banda entrou em palco com a confiança de quem ajudou a escrever uma parte importante da música nacional e mostrou, desde o primeiro acorde, que continua a fazê-lo com a mesma autenticidade de sempre.
Entre fãs que acompanham a banda desde os primeiros discos e um público mais jovem, criou-se uma atmosfera de enorme cumplicidade. As guitarras fizeram-se ouvir com toda a sua força, enquanto os refrões eram acompanhados por centenas de vozes que conhecem estas canções há muito tempo, recuperando a classe de 1979.
António Manuel Ribeiro liderou o concerto com a autenticidade que sempre o caracterizou. A sua presença em palco, marcada pela experiência e pela proximidade com o público, deu ainda mais força a um alinhamento que percorreu alguns dos momentos mais emblemáticos da carreira dos UHF.
Ao longo da atuação, o rock assumiu naturalmente o protagonismo. As guitarras rasgadas, a solidez da secção rítmica e a entrega de toda a banda criaram um espetáculo intenso, onde cada música parecia reforçar a importância dos UHF na construção do rock português.
Em frente ao palco, o ambiente foi crescendo de forma espontânea. Os braços erguiam-se ao ritmo das canções, os aplausos sucediam-se entre temas e muitos cantavam os refrões em uníssono, transformando o concerto numa verdadeira celebração da música nacional.
Mais do que uma viagem pela memória, a atuação mostrou uma banda que continua plenamente capaz de ocupar os grandes palcos. A energia manteve-se constante do princípio ao fim, demonstrando que a experiência e a paixão pela música continuam a caminhar lado a lado.
No Rock in Rio Lisboa 2026, os UHF mostraram, mais uma vez, que o rock português continua a ter presente, identidade e uma voz que nunca deixou de se fazer ouvir.
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🖋 Diana Silva
📸 Arlindo Homem


