Cowpunks and Glampires é o nome da tour que junta duas bandas veteranas do rock – uma de vertente mais clássica, outra de vertente gótica – e a Notredame Productions conseguiu duas datas no nosso país.
Ao longo dos anos, os D.A.D. passaram por Portugal várias vezes, mas os The 69 Eyes fizeram-no apenas uma, há 25 anos atrás (Festival Carviçais Rock, de 2001), que Jyrki 69 fez questão de recordar, principalmente o facto de terem partilhado o cartaz com os Napalm Death…
Precisamente por esta longa ausência, Jyrki cofessou que não sabiam o que esperar, e estavam extremamente contentes por ver tantos “vampiros portugueses” ali, agradecendo várias vezes, inclusivamente na nossa língua. E tanto pela espera, como pelas músicas que são do melhor que sempre se fez dentro do género, ”calorosa” fica muito aquém do que foi a recepção dos vampiros nacionais aos vampiros de Helsínquia.
Desde “Devils” e “Betty Blue”, passando por “Wasting The Dawn” e “Brandon Lee” (que Jyrki apresentou com um simbólico “it can’t rain all the time”), e pelas mais recentes “Drive” e “I Survive” (esta publicada na semana anterior), hora e meia não chegou para os The 69 Eyes trazerem todos os pontos altos dos seus 37 anos de carreira (mais do que os presentes tinham de vida, segundo Jyrki, mas não propriamente verdade) – mas os que trouxeram deliciaram os fãs. No final, Jyrki anunciou que havia um lobisomem português que, naquela noite, seria um vampiro como eles – e Fernando Ribeiro dos Moonspell subiu ao palco, para cantar “Lost Boys”.
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🖋 📸 Renata Lino


