Uma tempestade chamada Slowdive…

Os Slowdive regressaram a Portugal e trouxeram consigo os Dead Sea até ao Hard Club para uma noite inesquecível.

Com um temporal impressionante no Porto, o Hard Club era um dos refúgios mais apetecíveis da Invicta. Para além do abrigo e do calor que oferecia, a companhia dos mais que incríveis Slowdive era muito desejada, confirmada pela nervosa excitação que se fazia sentir na sala 1. Depois de terem voltado ao activo em 2014 (passando nesse ano pelo Porto e em 2015 por Lisboa), a banda britânica voltou a Portugal para apresentar o seu novo disco homónimo, o seu primeiro álbum em 22 anos.

Para abrir o apetite, não estivesse o espectáculo a acontecer à hora de jantar, os Dead Sea subiram ao palco para um curto mas muito seguro concerto. A música electrizante e a doce voz da vocalista depressa puseram toda a sala a dançar, acompanhados por um grande espectáculo de luz.

Às 21h20 (20min após o previsto, a famosa pontualidade britânica falhou aos Slowdive), começaram-se a ouvir os primeiros acordes de “Slomo”, a faixa que abre o novo álbum. Alternando entre as canções de “Slowdive” e os êxitos clássicos, o público foi sempre respondendo e a felicidade era notável em toda a sala e, especialmente, no sorriso de Rachel Goswell.

Com um alinhamento composto por 16 canções (3 no encore), os Slowdive mostraram que a sua pausa de 20 anos não afectou a sua presença em palco (quando muito aumentou-a) e que continuam a ganhar novos fãs, já que no Hard Club havia público de todas as idades (e nacionalidades também, por vezes era difícil ouvir algo em português).

No fim de tanta luz, cor e fantástica música, fica a saudade e a ânsia de voltar a ter os magníficos Slowdive no nosso país. Até lá, podemos ir estando atentos ao percurso dos Dead Sea, que também prometem ser grandes.

Reportagem e Fotografias: Vasco Coimbra

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