De 11 a 21 de junho a celebração das artes volta a invadir a cidade da Covilhã. A 13.ª edição do mais antigo festival de arte urbana em Portugal, que em 2026 celebra 15 anos de actuação, conta com uma programação multidisciplinar, com a música a destacar-se novamente.
A presença musical na edição de 2026 do WOOL continua a reger-se por vários valores basilares do festival: a criação de comunidade, a aposta no talento alternativo nacional, fomentar a intensa criação artística durante os dias do evento e promover o enorme talento local emergente. Como já é tradição, a programação musical faz-se de artistas em residência artística e os mini-concertos espalham-se novamente pela cidade.
Para a residência artística de música, estará na Covilhã o “homem-orquestra” ou “banda-de-um-homem-só” Noiserv, que em 2025 lançou o seu novo disco “7305”, aclamado pela crítica e destacado como um dos melhores discos nacionais do ano passado. Nesta residência, o artista lisboeta junta-se ao Conservatório de Música da Covilhã para um encontro cujos resultados serão apresentados na noite de 19 de junho no Teatro Municipal da Covilhã.
O já costumeiro concerto de sábado à noite (20 de junho) ficará a cargo dos Unsafe Space Garden, banda vimaranense de rock alternativo e inclassificável que promete uma das noites mais energizantes do WOOL 2026, numa paragem obrigatória da tour de promoção do quarto disco da banda, “O Melhor e o Pior da Música Biológica”. Quando ao local onde acontecerá este concerto, iremos somente revelar durante o WOOL, mas fica a promessa de que será num lugar emblemático e icónico da cidade da Covilhã.
Como já é costume desde 2024, os mini-concertos voltam a ser palco do talento local emergente em três fins de tarde (16, 17 e 18 de junho) como forma de activar os murais em execução, levando a população a presenciar de perto o processo criativo dos artistas e a descobrir “novos” e inusitados lugares da cidade.
O primeiro dos mini-concertos (16 de junho) ficará a cargo de Ema Ferreira & Marco Pereira, que explorarão as texturas intrínsecas do som através de música electroacústica improvisada. Este momento acontece junto ao mural comemorativo dos 100 anos do Orfeão da Covilhã, a cargo do Projecto Ruído.
Dia 17, os Patife, projeto de música alternativa directamente das entranhas da Serra da Estrela, apresentam-se no Jardim do Lago, em diálogo com o mural do artista Ben Johnston, o primeiro mural do WOOL na zona baixa da cidade.
No dia 18 será a vez de EntreLaçado, um projeto musical que nos fala de Portugal e de duas grandes figuras a si indelevelmente ligadas – Carlos Paredes e Amália Rodrigues– junto à casa onde será instalada o resultado da acção artística comunitária “A Nossa Casa”, que neste momento já reúne centenas de pessoas do país inteiro a fazer quadrados de crochet e tricot. Os mini-concertos acontecem todos às 18h30.
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