Wolfmother encerraram a noite de sábado com uma explosão de rock

Quando o relógio já avançava pela madrugada, ainda havia milhares de pessoas com energia para mais um grande concerto. A responsabilidade de fechar o segundo dia do Rock no Rio Febras 2026 coube aos Wolfmother, e a banda australiana respondeu com um espetáculo poderoso, onde o rock clássico ganhou uma nova vida.

Desde o primeiro riff, o recinto mergulhou numa atmosfera de pura intensidade. As guitarras carregadas de distorção, os solos explosivos e uma secção rítmica implacável devolveram ao festival a sonoridade inspirada nas grandes bandas dos anos 70, mas interpretada com uma energia muito própria.

Andrew Stockdale assumiu naturalmente o protagonismo. A sua voz inconfundível e a forma como conduziu cada canção deram personalidade a um concerto que nunca perdeu força, mantendo o público completamente ligado do início ao fim.

Visualmente, a banda privilegiou a simplicidade, deixando que a música ocupasse o centro da atuação. Foi precisamente essa honestidade que tornou o concerto ainda mais eficaz, lembrando que nem sempre são necessários grandes efeitos para criar momentos memoráveis.

Quando chegou a despedida, os Wolfmother encerraram o segundo dia do festival da mesma forma como o começaram: com uma descarga de energia que ecoou muito para além da última nota.

No Rock no Rio Febras 2026, a banda australiana deixou uma última mensagem antes de apagar as luzes da noite: o rock continua bem vivo, desde que existam músicos dispostos a tocá-lo com esta entrega.

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🖋 Diana Silva

📸 Paulo Homem de Melo

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