O quarto dia do CA Vilar de Mouros 2026 ganhou uma nova força, quando Triggerfinger chegaram ao palco. A banda belga trouxe consigo uma sonoridade pesada e elegante, construída entre o rock alternativo, o hard rock e o stoner rock, mas sobretudo uma experiência de palco que continua a ser uma das suas maiores armas.
Formados em 1998, na cidade de Lier, os Triggerfinger construíram ao longo dos anos uma identidade facilmente reconhecível. Os fatos e gravatas fazem parte da imagem, mas é quando os instrumentos começam a tocar que essa elegância ganha outra dimensão.
Ruben Block, na voz e guitarra, assumiu o centro da atuação, enquanto Mario Goossens garantiu na bateria a força necessária para empurrar cada tema. A atual formação reflete também uma nova fase da banda, depois da saída do baixista Monsieur Paul em 2023.
Em palco, o duo mostrou que não precisa de uma formação numerosa para produzir um som de grandes dimensões. A guitarra de Ruben Block surgiu carregada de peso e textura, enquanto a bateria de Goossens acrescentava uma pulsação que fazia cada passagem parecer maior.
As guitarras assumiram o protagonismo, alternando entre riffs pesados e momentos onde o rock ganhou uma dimensão mais atmosférica. A voz de Block completou esse universo, mantendo uma presença segura e intensa.
Cada música foi construída com tempo suficiente para deixar os instrumentos respirarem e, quando o momento pedia mais intensidade, a banda sabia exatamente como aumentar a pressão.
Triggerfinger demonstraram assim porque continuam a ser uma referência do rock belga.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


