O segundo dia do Vodafone Paredes de Coura 2026 ganhou em Tomode um momento de particular equilíbrio. Num festival onde as emoções mudam constantemente de direção, o concerto trouxe uma sensação de conforto sem nunca cair na monotonia. Pelo contrário: havia uma intensidade elevada a atravessar cada momento.
Tomode construiu a atuação de forma envolvente, deixando que a música criasse um espaço onde o público podia simplesmente permanecer. Havia algo de acolhedor na atmosfera, uma proximidade que fazia as canções parecerem mais próximas de quem estava diante do palco.
A intensidade esteve sempre presente, mesmo quando o ambiente parecia mais sereno. Os arranjos foram ganhando dimensão e a dinâmica da atuação manteve a atenção do público, criando um concerto que conseguia ser simultaneamente confortável e exigente na forma como se fazia sentir.
Tomode deixou uma marca particular no segundo dia do festival: um concerto que acolheu, que envolveu e que mostrou que a intensidade também pode vestir uma forma tranquila.
Em Paredes de Coura, houve espaço para respirar, mas nunca para deixar de sentir.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


