Tó Trips & Fake Latinos lançam “Dissidente”: A arte saiu à rua num dia assim

5 de Março de 2025.

A data não podia ser mais especial.

Ainda no cinquentenário do 25 de Abril. E, agora também, no centenário de Carlos Paredes.

Não existia, mesmo, melhor timing para este disco sair.

Isto se olharmos para o copo meio cheio.

Mas também podemos fazer o exercício contrário.

E chegamos à mesma conclusão.

5 de Março de 2025.

A data não podia ser mais pertinente.

Este disco não podia ser mais preciso (como nos dizia Cesariny). Este disco não podia ser mais urgente (como nos dizia Eugénio de Andrade)

E não havia ninguém tão ideal para o conceber.

Mas deixemo-nos de introduções e divagações…

O timing pode ser bonito, encantado, mesmo, mas o Mundo, esse, está cada vez mais podre e perigoso.

E quando assim é, só a Arte nos pode salvar.

Quem nos salva do assustadoramente bafiento ar que respiramos, nos últimos tempos, é o mestre das cordas, e Punk dos pés à cabeça, Tó Trips.

E apesar de este não ser um disco da sua mais recente banda Club Makumba (embora a eles soe, uma vez por outra), mas sim, um disco a solo, “Dissidente” é um disco partilhado.

(Afinal, nenhuma revolução se faz sozinha…)

Para este revolução em particular, Tó  junta-se a um virtuosos trio de músicos, com os quais já tem vindo a trabalhar, composto pelo baterista Alexandre Frazão, a violoncelista Helena Espvall, e o contrabaixista António Quintino. 

Trio ao qual, talvez para contrariar os ventos adversos que sopram desde o outro lado do Atlântico, se decidiu dar o nome de Fake Latinos. 

Tó Trips & Fake Latinos resistem durante 16 faixas, que vão desde Lisboa até ao fim de uma rua interminável, passando por Havana e Alfama, deixando um foguinho na Alma.

Já a capa, que nos apresenta o Punk Trips, cabisbaixo, perdido por entre sombras e luzes vermelhas-escuras, agarrado à sua guitarra, como se nela estivessem contidas todas as respostas do Mundo, é da autoria da, igualmente virtuosa, Ana Viotti.

“Dissidente” fica, a partir de hoje, disponível para audição, em todas as plataformas.

A sua estreia ao vivo, tal como os Fake Latinos, ocorrerá em três salas diferentes, sendo a primeira delas o Amarante Cine-Teatro (29 de Março), a segunda o Teatro Maria Matos em Lisboa (31 de Março), e a terceira a Casa da Música no Porto (28 de Maio).

Mais datas serão anunciadas brevemente.

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? Mariana Couto

? Ana Viotti

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