Os Tinariwen estão de volta a Portugal.
O colectivo maliano, volta ao nosso país para dois espectáculos, dia 25 de maio na Casa da Música no Porto e dia 26 de maio, pelo LAV – Lisboa Ao Vivo, na sequência do lançamento do disco “Idrache (Traces of the Past)”, disco que compila alguns dos maiores êxitos da banda, dos últimos anos.
Com as suas longas vestes do deserto e turbantes ou shesh tuaregues, os Tinariwen são os criadores do que ficou conhecido como blues do deserto, um estilo de música a que eles próprios chamam assuf, que também significa saudade ou saudade de casa na língua Tamasheq. Trocando as Kalashnikov por guitarras, depois de participarem na rebelião tuaregue de 1990, os Tinariwian são realmente rebeldes do rock ‘n’ roll, atraindo as pessoas com os seus vocais rosnados, linhas de guitarra espaciais e ritmos de palmas. Nas últimas duas décadas, têm sido convidados populares e regulares em festivais em todo o mundo, onde têm feito muito para aumentar a consciencialização sobre a cultura e a identidade tuaregue.
Embora todos os membros dos Tinariwen venham do Mali – principalmente de Kidal e da região circundante – a sua música começou em Tamanrasset, no sul da Argélia. Os tuaregues não têm Estado próprio, mas estão espalhados pelas regiões desérticas do Mali, Argélia, Líbia e Níger. Ibrahim cresceu em campos de refugiados no sul da Argélia e foi em Tamanrasset que recebeu uma guitarra e conheceu outros músicos tuaregues do Mali com quem formou um grupo que ficou conhecido por Kel Tinariwen (Povo dos Desertos). Em 1985, Ibrahim, fundador da banda e outros músicos mudaram-se para um campo rebelde Toureg na Líbia, conhecido como “Tin Mars” (2 de Março).
Aí os Tinariwen tornaram-se o porta-voz musical do movimento e as suas canções tornaram-se amplamente conhecidas na comunidade, distribuídas e copiadas em cassetes.
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