TIGERCUB confirmados como banda suporte de Dead Poet Society no LAV a 21 de janeiro de 2027

Os TIGERCUB vão assegurar a primeira parte do concerto dos Dead Poet Society a 21 de janeiro de 2027 no LAV – Lisboa ao Vivo. O trio oriundo de Brighton chega a Portugal pela primeira vez numa data que, tanto pelo momento que atravessa, como pelo cartaz que vai partilhar, tem uma lógica que vai muito além da mera conveniência de agenda. Os músicos britânicos vão estrear-se no nosso país ainda durante o ciclo de promoção do seu quarto álbum de originais, “Nets To Catch The Wind”, lançado em abril de 2026 pela Loosegroove Records — e o mais forte da sua carreira até ao momento.

Isso só bastaria para justificar a presença da banda no cartaz, mas a escolha dos TIGERCUB como banda de suporte aos Dead Poet Society não é, de todo, arbitrária. As duas bandas partilham territórios sonoros próximos — rock pesado com arquitetura melódica cuidada, letras que tratam da tensão emocional sem retóricas fáceis, e uma reputação ao vivo construída ao longo de anos de digressões constantes. A confirmação da sua presença no concerto em Lisboa é, por isso, menos uma adição de cartaz e mais uma escolha com coerência artística pensada ao pormenor.

Os TIGERCUB formaram-se em 2011 na cidade de Brighton, no Reino Unido, quando Jamie Hall e James Allix se conheceram ainda na universidade. Jimi Wheelwright completou a formação no ano seguinte, e o trio — Hall na voz e guitarra, Wheelwright no baixo, Allix na bateria — não tardou a desenvolver uma identidade sonora reconhecível: rock pesado com influências que vão das lendas Led Zeppelin aos Sonic Youth, passando pelo stoner e pelo noise rock, mas sempre ao serviço de composições que privilegiam a dinâmica e o impacto sobre a demonstração técnica.

O primeiro single, “Blue Blood”, saiu em 2014 e foi também nesse ano que receberam o convite para acompanhar os Royal Blood numa digressão. O LP de estreia, “Abstract Figures In The Dark”, chegou em 2016, precedido de um historial de concertos que já incluía datas com os Blood Red Shoes e os Dinosaur Pile-Up. “As Blue As Indigo”, de 2021, marcou a consolidação dos TIGERCUB no mercado britânico — chegou ao número 11 da tabela de vendas de álbuns independentes no Reino Unido — e foi seguido por uma passagem pelos Estados Unidos com os Clutch. Lançado dois anos depois, “The Perfume Of Decay” marcou a primeira entrada do trio num top da Billboard, consolidando uma presença nos dois lados do Atlântico que, feitas as contas, poucos roqueiros conseguem sustentar nos tempos que correm.

Foi neste contexto que o mais recente “Nets To Catch The Wind” surgiu naturalmente como o passo seguinte — e, ao mesmo tempo, o mais exigente. Gravado ao longo de nove dias nos Rockfield Studios, no País de Gales, com produção de Tom Dalgety — o mesmo que assinou discos dos Royal Blood, Ghost e Pixies — o álbum foi acompanhado de perto por Stone Gossard, guitarrista dos Pearl Jam e co-fundador da Loosegroove, que acompanhou o processo criativo e ajudou a banda a encontrar a direção certa. A crítica respondeu em conformidade, e a presença do disco na maioria das publicações especializadas em rock nos dois hemisférios tornou 2026 o ano em que o nome da banda deixou de precisar de contexto adicional.

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🖋 Redação / press release

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