Se The Cult por si só era motivo para esgotar dois Coliseus em Portugal, The Cult a celebrar 40 anos de carreira não deixava qualquer dúvida que tal aconteceria.
Lys Morke, o projecto a solo de Irene Talló, foi o escolhido para a primeira parte desta tour. De uma sonoridade electrónica, completamente desenquadrada da natureza dos cabeças de cartaz, mas que foi muito bem acolhida por grande parte do público. A apresentar o seu EP de estreia, “Knife Therapy” – que será publicado na próxima sexta-feira dia 19 mas já estava disponível na banca do merchandise – a artista barcelonesa agradeceu o carinho naquela que era a sua primeira visita a Portugal, de onde se destacam as actuações de “Fleeting Feeling” e “Scolopendra”.

Eram 22:00 quando as paredes do Coliseu abanaram só com a expectativa de quem estava prestes a entrar em palco. E quando entraram, com “In The Clouds”, o rubro manteve-se durante cada minuto daquela hora e meia de clássicos que marcaram várias gerações. Ian Astbury agradeceu várias vezes, tanto em inglês como em português, e ainda elogiou o nosso país, que havia algo “no ar, na água…” – o resto do mundo estava “fucked up” mas Portugal continuava lindo.
Palavras que sabem sempre bem ouvir, mas foi a música e a performance que tornaram a noite inesquecível. Claro que Ian já não tem o mesmo fôlego, cantando apenas metade de refrães como o de “Sweet Soul Sister” ou assumindo um tom mais grave noutras como “She Sells) Sanctuary” para garantir que não desafinava, mas a essência, a garra estava lá toda.
? ? Renata Lino
Nota de redação:
Apenas foi permitida a recolha de imagens do concerto a partir da FOH (regie) o que num concerto com plateia em pé no Coliseu é praticamente impossivel.


