O segundo dia do Rock in Rio Lisboa 2026 começou com a intensidade que só os Tara Perdida sabem oferecer. Ainda com o sol bem presente sobre o Parque Tejo, a histórica banda portuguesa entrou em palco sem rodeios e mostrou que o rock continua a ser sinónimo de liberdade, atitude e comunhão.
Desde os primeiros acordes, a resposta do público foi imediata. Quem já ocupava o recinto aproximou-se do palco e rapidamente se deixou contagiar pela energia da banda.
Os Tara Perdida apresentaram um concerto intenso, cru e direto. A força das canções e a experiência acumulada ao longo de décadas bastaram para prender a atenção de uma plateia que respondeu com entusiasmo crescente a cada tema.
Em frente ao palco, multiplicavam-se os braços erguidos, os saltos e as vozes que acompanhavam os refrões com convicção. A ligação entre banda e público foi imediata e tornou-se ainda mais forte à medida que o concerto avançava, criando um ambiente onde cada música parecia alimentar a seguinte.
A presença em palco revelou a identidade que sempre definiu os Tara Perdida: genuína, irreverente e sem filtros. A banda entregou-se por completo, demonstrando que a intensidade não se mede pelo tamanho do palco, mas pela forma como a música chega a quem a escuta.
O espírito do rock tomou conta do recinto, reunindo diferentes gerações em torno das mesmas canções. Entre fãs de longa data e quem descobria a banda pela primeira vez, havia um sentimento comum de entrega total ao momento.
Quando o último acorde ecoou pelo Parque Tejo, ficou a certeza de que os Tara Perdida tinham cumprido a missão de abrir o dia com personalidade e sem concessões.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


