Promovido pelo Convívio Associação Cultural e Recreativa, o festival apresenta, este ano, uma edição alargada a três dias e dois espaços, com a abertura, no dia 3, a acontecer no Pátio da Misericórdia, e a programação dos dias 4 e 5 a ocupar, como habitualmente, o Largo da Misericórdia.
Ao longo de três dias, o Suave Fest volta a propor um encontro próximo entre artistas e público, através de uma programação que cruza diferentes linguagens, sensibilidades e geografias da música contemporânea. Mantendo a aposta na criação artística nacional e em projetos com uma identidade própria, o festival continua a afirmar-se como um espaço de descoberta, partilha e liberdade, onde propostas distintas podem encontrar o mesmo lugar.
A 11ª edição começa com o ambiente mais intimista do Pátio da Misericórdia, com dois concertos no dia 3 de setembro. Nos dois dias seguintes, o festival regressa ao Largo da Misericórdia, espaço que se tornou parte indissociável da sua identidade. Entre propostas de cariz experimental e contemplativo, novas linguagens do rock alternativo, cruzamentos entre tradição e contemporaneidade e projetos que nascem de processos de criação desenvolvidos no próprio território, o Suave Fest mantém a vontade de olhar para a música portuguesa a partir de diferentes perspetivas.
Depois de, em 2025, ter celebrado a sua 10.ª edição, o festival entra agora numa nova década com a mesma inquietação que o tem acompanhado desde o início: criar espaço para a música acontecer, aproximar artistas e público e valorizar propostas que desafiam fronteiras e categorias.

Glass Glass nasce do encontro entre Joana Brito (Black Wizards, Sunny AM) e Tiago Sampaio (Grandfather’s House, St. James Park), que se conhecem há cerca de uma década. A amizade, construída entre palcos partilhados e constantes trocas musicais, encontra agora neste projeto um novo espaço de criação e cumplicidade artística.
Homem em Catarse, alter-ego do multi-instrumentista Afonso Dorido, prepara um novo capítulo do seu percurso artístico a partir de uma relação de longa data com a Galiza. Depois de várias apresentações naquele território e inspirado pela ideia do caminho enquanto percurso físico, cultural e interior, o músico encontra em “o camiño” uma nova direção para a sua criação.
Capital da Bulgária é Sofia, e escreve canções como quem manda notas de voz aos amigos: diretas, íntimas e, por vezes, atravessadas por algum humor. A sua música tanto dói como diverte, mas, acima de tudo, fica. É uma escrita próxima, sem grandes filtros, que encontra nas pequenas histórias e inquietações do quotidiano matéria para construir um universo muito próprio.
Em fevereiro de 2024, editou o álbum de estreia “contei e deixei que tu me julgasses”, assumindo-se como uma criadora total. Produção, construção lírica e identidade visual foram pensadas como partes de um mesmo universo, revelando uma artista singular e uma das vozes mais promissoras da nova música portuguesa.
Vindos de Sintra, os Them Flying Monkeys constroem uma linguagem própria dentro do rock alternativo contemporâneo, onde a tensão entre sombra e intensidade se transforma numa das principais forças da sua música. O universo da banda cruza a urgência do post-punk com paisagens neo-psicadélicas e uma forte componente eletrónica, criando um som denso, hipnótico e emocionalmente carregado.
Em palco, a banda vive precisamente dessa fricção entre controlo e caos, e transforma cada concerto numa experiência física e catártica, com melodia e distorção num encontro sem concessões.
Expresso Transatlântico explora as interseções entre a tradição musical portuguesa e as sonoridades globais contemporâneas, tendo na guitarra portuguesa um dos elementos centrais da sua identidade. A partir deste instrumento profundamente ligado à cultura portuguesa, o grupo constrói uma linguagem aberta ao mundo, onde diferentes referências convivem sem perder a ligação às suas raízes.
Mr. Gallini é o pseudónimo de Bruno Monteiro, músico que transforma as suas raízes e referências numa proposta impossível de fechar num único género. O seu espetáculo, simultaneamente autêntico e poderoso, percorre territórios que vão do punk à pop, passando pela bossa-nova, sempre com uma dimensão psicadélica que lhe confere uma identidade muito própria.
Os Três Tristes Tigres nasceram no início dos anos 90, a partir de um gravador de cassetes e da colaboração entre Ana Deus e Regina Guimarães. O que começou como uma experiência informal de colagens, canções e poesia rapidamente encontrou uma linguagem própria, entre o cabaret pop, o experimentalismo e uma escrita simultaneamente poética e corrosiva.
A colaboração entre Ana Deus e Alexandre Soares, antigo elemento dos GNR, daria origem a alguns dos trabalhos fundamentais da história da banda, entre eles “Guia Espiritual” (1996), distinguido como Disco do Ano pela Blitz, e “Comum” (1998). Depois de um reencontro em 2017, a banda regressaria aos discos com “Mínima Luz”, em 2020.
As Lesma são uma das vozes mais irreverentes da nova vaga punk portuguesa. Formado por Leonor, Rita e Beatriz, o projeto assume sem reservas o ruído, a urgência e a atitude como ferramentas para questionar a monocultura e reivindicar espaço para novas vozes no underground.
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