SQUARE anuncia primeiros nomes da edição 2027

Depois da estreia em 2025, o SQUARE regressa para a sua segunda edição, entre 27 e 30 de janeiro de 2027, com uma programação que ocupará diversos espaços das cidades de Braga, Famalicão, Guimarães e Viana do Castelo.

Mantendo o formato de festival-convenção dedicado à música nascida nas margens do Atlântico, o SQUARE volta a reunir artistas, profissionais e agentes culturais de diferentes geografias, cruzando concertos, showcases, conferências, conversas e momentos de networking.

A segunda edição apresenta agora os primeiros nomes da programação: Anna Vis (Brasil), Carme López (Espanha), Chisara (Reino Unido), Crizin da Z.O. (Brasil), Gisela Mabel (Portugal), Helviofox (Portugal), I’A’V (Portugal), IBSXJAUR (Portugal), iD-sus (Senegal), Land Whales (Cuba), Letus (Angola), Miguel Pedro & Serge Fritz (Portugal), Nico Espinoza (Chile), Sgo (Reino Unido) e TRAVO (Portugal).

Anna Vis aproxima a canção tradicional brasileira da spoken word, do noise e da música experimental, colocando a voz no centro de uma linguagem que incorpora guitarra, electrónica e técnicas vocais expandidas.

A partir da Galiza, Carme López dedica-se às sonoridades da tradição oral, com especial atenção aos repertórios vocais, à percussão de mão e às possibilidades contemporâneas da música popular galega.

Chisara habita um território entre música, performance e artes visuais, onde ritmos fortes, voz intensa e poesia dão forma a uma linguagem “afro-art-pop” de atitude punk.

Do Brasil, os Crizin da Z.O. propõem uma electrónica rápida e física, nascida do encontro entre funk carioca, drum ’n’ bass, punk e gabba.

A linguagem de Gisela Mabel parte do piano e aproxima jazz, música clássica e composição contemporânea de tradições rítmicas africanas e brasileiras.

Movendo-se agilmente entre garage, afrohouse, kuduro e R&B, Helviofox afirma-se como uma das vozes mais promissoras da batida, com uma abordagem marcada por ritmos incisivos, edits inesperados e pulsação sensual.

As I’A’V constroem paisagens sonoras mutáveis a partir de electrónica, voz, silêncio, texturas e instrumentos acústicos, numa música onde o delicado e o abstracto convivem.

No universo de IBSXJAUR, a pop melódica e crua de JAUR encontra as produções electrónicas de IBS, entre techno, drum’n’bass e hyperpop, dando origem a uma música intensa e orientada para o corpo.

A dupla iD-sus trabalha na intersecção entre matéria e som, desenvolvendo uma prática experimental que parte da eletrónica e da exploração física do som.

Formados em Havana em 2021, os Land Whales exploram as zonas de contacto entre noise rock, post-punk, shoegaze e sludge. No SQUARE, Martín Schellekens apresenta-se a solo, levando esta linguagem para um formato mais experimental.

No trabalho de Letus, o semba encontra o gospel, o jazz, o R&B, a salsa e o reggae, numa sonoridade enraizada na riqueza da música angolana e atravessada por temas como a esperança, a fé e a identidade.

Com percursos a solo ligados ao rock, à electrónica e à música experimental, Miguel Pedro & Serge Fritz encontram-se numa criação conjunta que cruza as suas experiências e abre espaço à composição e à exploração sonora.

A música de Nico Espinoza coloca a escuta no centro da experiência, combinando electrónica ao vivo, áudio espacial e elementos site-specific que propõem uma relação próxima entre corpo, espaço e ambiente.

A partir de harpa, acordeão e voz, as escocesas Sgo dão uma nova forma à tradição musical da Ilha de Skye, combinando repertório e instrumentos tradicionais com composição própria.

Vindos de Braga e Porto, os TRAVO levam ao palco uma mistura de psicadelismo, garage rock, prog-rock e thrash metal, construída sobre distorção, riffs, solos de guitarra, vozes guturais e uma forte dimensão física.


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🖋 Redação / press release

📸 Francisco Fidalgo

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