Sofia Leão descobre-se agora, a si mesma e ao mundo, com “Mar”. Sofia Leão tem 18 anos e contava apenas 13 quando gravou pela primeira vez com o seu pai, Rodrigo Leão.
Participou em “Bailarina“, tema do álbum “O Método” em que se escutava também o Coro da Associação Musical dos Amigos das Crianças. Foi nessa instituição, a AMAC, que estudou piano clássico com a professora Sara Fernandes, tendo aí concluído o 8º grau desse instrumento.
Esses estudos e o piano são algumas das ferramentas de que agora se socorreu neste “Mar”, mas não as únicas. O processo de descoberta musical de Sofia começou há mais tempo, aos 10 anos, quando começou a usar o seu computador para registar as suas primeiras ideias. Mas, explica-nos a própria Sofia, só mais recentemente, aos 15, é que essas primeiras ideiasc omeçaram a ganhar “pés e cabeça“.
“Graças à preciosa ajuda de amigos de longa data que me acompanharam desde sempre, consegui reunir um cantinho no meu quarto comos materiais necessários para começar a explorar as ideias que soavam em mim.
Apaixonei-me pela magia que as vozes, juntas, têm. É uma espécie de puzzle vocal feito por tentativa e erro, resultando em atmosferas, por vezes, improváveis“, explica.
O passo seguinte foi levar o que começou por criar em modo solitário no seu quarto para o estúdio. Com a ajuda deJ oão Eleutério, músico, produtor “e também amigo” que partilha um estúdio com Rodrigo Leão, Sofia deu outro corpo a essas ideias a partir definais de 2023. Esse trabalho revela-se agora. Como a própria Sofia. No tema “Não Me Conheço“, Sofia coloca perguntas que são universais-“Onde é que o mar acaba? Ondeé que o céu começa?”-, mas que ganham outra ressonância com a sua voz tranquila, quase sussurrada.
Nas canções que nos mostra agora, feitas de melodias transparentes e simples desenhadas ao piano, envoltas em cordas ou ambientes eletrónicos fugazes, elevadas por harmonias que cria com a sua voz, os tais puzzles vocais em que encaixa as peças que a sua imaginação lhe oferece, Sofia Leão descobre-se a si e ao mundo, faz-se ao “Mar” com a bravura de quem cria porque tem que ser. E mais um mistério nasce, feito de canções, palavras, vozes e melodias-matérias invisíveis que só a alma compreende.
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? Redação / press release
? Tristão de Quiroga


