Houve um momento no segundo dia do NOS Alive 2026 em que tudo pareceu acelerar. Bastou Skunk Anansie entrarem em palco para o Passeio Marítimo de Algés ser tomado por uma descarga de rock intenso, atitude e uma presença avassaladora que confirmou porque continuam a ser uma das bandas mais respeitadas do género.
À frente de tudo esteve Skin, uma força da natureza impossível de ignorar. A vocalista britânica fez do palco o seu território, alternando entre explosões de energia e momentos de enorme intensidade emocional. A sua voz, simultaneamente poderosa e vulnerável, continuou a soar com a mesma urgência que marcou a identidade da banda desde os anos 90.
Desde os primeiros acordes, o público respondeu sem reservas. As guitarras pesadas, a secção rítmica sólida e a entrega absoluta dos músicos criaram um ambiente onde o rock assumiu novamente o protagonismo. Em frente ao palco, os fãs cantavam, saltavam e acompanhavam cada tema como se o tempo não tivesse passado.
A ligação entre Skin e a plateia foi um dos grandes trunfos da atuação. Sempre em movimento, procurou constantemente reduzir a distância entre palco e público, incentivando a participação e fazendo de cada canção uma experiência partilhada. A intensidade dessa relação tornou o concerto ainda mais explosivo.
Sem depender de grandes efeitos visuais, Skunk Anansie mostraram que a força de uma banda continua a medir-se pela honestidade da sua entrega. Cada música era interpretada com uma intensidade quase visceral, revelando um grupo que continua a tocar com a mesma convicção que o tornou uma referência do rock alternativo.
No NOS Alive 2026, Skunk Anansie mostraram que continuam a desafiar o tempo com a mesma intensidade, fazendo do rock um lugar de liberdade, resistência e emoção onde cada concerto é vivido como se fosse o primeiro.
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🖋 Diana Silva
📸 Paulo Homem de Melo


